QUEM FINANCIA O ABORTO CLANDESTINO NO BRASIL
A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA
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Note bem qual é a pergunta: não é quem financia a legalização do
aborto no Brasil, mas quem, com a conivência do governo federal,
está financiando a prática do aborto clandestino.
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Está novamente para ser votado na Comissão de Seguridade Social e
Família da Câmara dos Deputados em Brasília um projeto de lei que
tramita sob o nome de PL 1135/91. De autoria do governo
Lula, o projeto pretende legalizar no Brasil o aborto, por qualquer
motivo, durante todos os nove meses da gravidez.
O projeto, que pretende legalizar o aborto de modo a transformá-lo
em um direito e torná-lo totalmente livre para qualquer caso durante
todos os nove meses da gravidez, foi elaborado pela Comissão
Tripartite organizada pelo governo do presidente Lula na primeira
metade do ano de 2005. Por causa da pressão da sociedade
brasileira que se posicionou contra o mesmo, o projeto não conseguiu
ser votado em 2005, foi desarquivado no início de 2007 a
pedido do deputado José Genoíno e será votado nas próximas semanas
no Congresso Nacional.
No dia 27 de junho de 2007 foi realizada na Câmara dos
Deputados uma audiência pública sobre o PL 1135/91 na qual
foram ouvidas duas autoridades a favor da vida e duas autoridades a
favor do aborto. O resultado foi vergonhoso para os que tentaram
defender o aborto mas, como sempre, nada foi publicado pela imprensa.
A favor do aborto estavam a ex deputada Jandira Feghali, relatora
anterior do projeto em discussão que pretende legalizar o aborto
durante todos os nove meses da gravidez até o momento do parto, e o
Dr. Adson França, falando em nome do Ministro da Saúde. A
favor da vida estavam a Dra. Zilda Arns, médica pediatra, ex
candidata ao prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho junto à Pastoral
da Criança, e a Dra. Marli Virgínia Nóbrega, médica obstetra
na rede pública de Brasília.
Contestando o Ministro da Saúde, que afirma que o problema do
aborto é um problema de saúde pública, a Dra. Marli denunciou que
a imposição do aborto é na realidade uma questão de controle
demográfico que está sendo planejado por organizações externas ao
Brasil. Após mostrar em um gráfico as projeções populacionais da
ONU para o ano de 2300, uma das quais prevê uma redução
populacional de 6 bilhões de habitantes para apenas 2 bilhões, o
que não poderia supor-se que se daria espontaneamente, sendo portanto
uma projeção que pressupõe um trabalho de implantação do aborto e
do controle da natalidade, a Dra. Marli afirmou que a pressão para
a legalização do aborto existe por causa de
"ações que tem origens principalmente externas ao Brasil que visam a
redução da população brasileira independentemente da opinião
pública do Brasil e dos deputados que estarão votando as leis.
Trata-se de uma imposição externa de políticas de controle
populacional sobre uma população que é contrária à sua prática.
Não é, de modo algum, planejamento familiar, [nem uma questão de
saúde pública]. Os organismos que estão trabalhando
internacionalmente pela aprovação do aborto são as fundações [que
planejam e financiam as ações] e as organização não governamentais
[que as executam] e que promovem tudo isto com enormes somas de
dinheiro, como as Fundações Ford e Rockefeller entre as
fundações e a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos,
a Benfam e o IPAS, entre as ONGs".
A Dra. Marli acrescentou que afirma-se que o projeto de legalizar o
aborto é atribuído ao propósito de acabar com o aborto clandestino,
que seria a causa das mortes maternas que supostamente querem
diminuir-se. "Mas quais são as causas do aborto clandestino no
Brasil?", perguntou a Dra. Marli. "Quando estudamos a
documentação referente a este assunto", continuou a médica,
"verificamos que as instituições que trabalham em favor da
legalização do aborto são as mesmas instituições que financiam as
clínicas de abortos clandestinos. Primeiro elas financiam a
implantação das clínicas. Depois querem legalizar o aborto para
acabar com o problema que elas próprias criaram. Isto não é direito
reprodutivo!".
Durante o debate que se seguiu entre parlamentares e expositores, a
deputada Cida Diogo, que vota a favor da legalização do aborto,
afirmou
"suspeitar das afirmações de financiamento externo que estão sendo
ouvidas no plenário".
"Eu sou médica", afirmou a deputada, "fui deputada estadual por
dois mandatos e agora deputada federal e em nenhum momento recebi
financiamento nem dinheiro de organizações internacionais para
defender o direito das mulheres. Acho um absurdo alguém fazer
insinuações deste nível, sugerindo que um debate como este esteja
sendo financiado por interesses escusos que não o da saúde das
mulheres".
O áudio das conferências e debates da audiência pública do dia 27
de junho de 2007 pode ser ouvido abrindo o site
http://imagem.camara.gov.br/internet/audio/
ou os arquivos de som das duas conferências acima mencionadas podem ser
baixados diretamente destes endereços:
Dra. Zilda Arns:
http://imagem.camara.gov.br/internet/audio/mp3/T00010167p18p18183752.mp3
Dra. Marli Virgínia:
http://imagem.camara.gov.br/internet/audio/mp3/T00010167p45p45183920.mp3
O financiamento que a deputada Cida Diogo, por um lamentável e
total desconhecimento dos fatos reais ou talvez apenas como um
artifício de retórica para confundir o público, afirma ser uma
hipótese absurda é uma realidade tão bem conhecido que não pode ser
mais ocultada nos dias atuais em que as informações já são
amplamente acessiveis a todos.
Algumas destas organizações financiadas internacionalmente estavam
presentes na segunda audiência pública sobre o PL 1135/91,
realizada na quarta feira dia 29 de agosto de 2007 no plenário 2
da Câmara dos Deputados. Neste dia ali estava defendendo o projeto
a ONG Católicas pelo Direito de Decidir, conhecida promotora do
direito ao aborto e também da aprovação deste infame projeto de lei,
a qual admite ela própria que mais de 99% de seu orçamento
disponível para promover a difusão e a legalização do aborto não
provém de brasileiros, mas de doações de instituições
estrangeiras. Os relatórios anuais da Fundação Ford, uma das
principais financiadoras mundiais da legalização do aborto, mostram
que praticamente todos os anos foram feitas doações da ordem de
diversas centenas de milhares de dólares à sede central das
Católicas pelo Direito de Decidir em Washington e às suas filiais
nos países da América Latina. As doações à regional brasileira
nunca são inferiores a cem mil dolares ao ano. Em 2003 a sucursal
brasileira das Católicas recebeu, apenas da Fundação Ford e
somente para o trabalho de um ano, sem mencionar o montante recebido de
outras fundações, um total de U$ 430 mil dólares. As
Católicas pelo Direito de Decidir foram fundadas em 1993 no
Brasil graças ao apoio financeiro da Fundação MacArthur, que
durante os anos 90 investiu 36 milhões de dólares na implantação
do aborto no Brasil, este montante não incluindo outros programas
similares que estavam sendo desenvolvidos pela mesma Fundação no
México, na Índia e na Nigéria.
Uma longa entrevista autobiográfica concedida e publicada recentemente
por Frances Kissling, fundadora das Católicas pelo Direito de
Decidir mostra, em seus numerosíssimos detalhes, a onipresença das
fundações que financiam internacionalmente o aborto, e como o fazem
movidos por uma ideologia totalmente diferente daquela que anima os
próprios agentes que aparecem para o público como sendo os promotores
do aborto. São estas fundações internacionais que há décadas
traçam as estratégias e financiam os trabalhos que serão realizados
pelas organizações locais, as únicas que terão alguma visibilidade
e mesmo esta apenas para um público reduzido. Para a grande maioria
do povo nem mesmo estas organizações aparecem, apesar de serem
contadas em várias centenas no Brasil e em muitas milhares no
estrangeiro, e estarem espalhadas por todo o globo em uma rede
estrategicamente coesa, coordenada pelo financiamento das grandes
Fundações. Para o grande público, no qual estão incluídos a
maioria dos políticos e responsáveis pelo destino das nações, a
explosão da pressão pela legalização do aborto parece ser um
fenômeno natural, conseqüência inevitável do desenrolar da
história, da expansão das comunicações ou do desenvolvimento
político, contra o qual nada pode ser feito porque nada haveria para
ser feito.
Poucos porém conhecem o gigantesco trabalho que esta máquina
descomunal desenvolve no Brasil para promover o aborto e o quanto ela
penetrou em todas as instâncias estratégicas da política
governamental, mesmo contra a opinião da maioria do povo brasileiro,
que é esmagadoramente contra não somente a prática como também a
legalização do aborto. Muito menor é o número dos que conhecem as
Fundações que, sediadas no estrangeiro, elaboram e promovem a
estratégia e o trabalho que deverá ser implantado no Brasil.
A entrevista original de Kissling pode ser lida em inglês no site
http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/kissling-trans.html
Um condensado em português da mesma pode ser obtido no endereço
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/Kissling.doc
Após ter abandonado sua vocação religiosa em um convento católico,
Frances Kissling tornou-se proprietária de uma clínica de abortos
em Nova York. Foi chamada em seguida pelas Fundações que
financiam a promoção do aborto no mundo para dirigir-se à Itália e
convencer as feministas italianas e o Partido Radical, já
responsável na época pela aprovação do divórcio e naquele momento
tentando obter a legalização do aborto no país, a aceitar dinheiro
americano para o estabelecimento de uma rede de clínicas clandestinas
de aborto. Na segunda metade dos anos 70 Kissling também trabalhou
para o IPAS, uma ONG atualmente atuando também no Brasil, na
abertura de clínicas de aborto clandestino na América Latina.
Depois disso, antes de fundar as Católicas pelo Direito de
Decidir, Kissling foi ainda diretora dos três principais sindicatos
de provedores de abortos nos Estados Unidos. O papel decisivo das
Fundações que não aparecem ostensivamente fica evidenciado na
entrevista de Kissling quando esta afirma ter-se visto envolvida no
centro de uma disputa entre os vários sindicatos de provedores de
aborto dos quais ela havia sido diretora e como a controvérsia acabou
finalmente sendo dirimida não pelo consenso entre os próprios
envolvidos, mas pelo fato de que, em um determinado momento, as
Fundações, em particular o milionário do petróleo John
Rockefeller III, intermediado por Kissling, decidiram financiar
pesadamente apenas um dos lados envolvidos, o qual acabou vencendo em
poucos meses aos demais. Finalmente Kissling abandonou os sindicatos
e resolveu dedicar-se apenas à organização da rede internacional das
Católicas pelo Direito de Decidir. O nome é propositalmente
enganoso, pois em primeiro lugar o objetivo da organização não é o
de legalizar o aborto, mas principalmente derrubar a moralidade
relativa ao aborto, tendo como alvo principal a Igreja Católica e,
em segundo lugar, o trabalho somente decolou, segundo as próprias
palavras de Kissling, não por causa do envolvimento da Igreja
Católica ou do engajamento dos católicos, mas após o início do
patrocínio financeiro pesado das grandes Fundações. Este
iniciou-se através de uma doação, inicialmente simbólica, de 20
mil dólares por parte da Fundação Ford. A doação era
insignificante mas, no dizer de Kissling,
"isto representou um ponto de virada, isto é, o fato de ter recebido
uma doação da Fundação Ford. Isto significava que tínhamos sido
finalmente admitidas naquele [outro] mundo".
Segundo uma reportagem publicada pelo New York Times em 27 de
fevereiro de 2007,
"hoje o orçamento [anual] das Católicas pelo Direito de
Decidir, [apenas da seção norte americana], é de três milhões
de dólares, amplamente financiado por Fundações bem conhecidas,
entre as quais a Fundação Ford".
[Backing Abortion Rights while Keeping the Faith:
http://www.nytimes.com/2007/02/27/us/27choice.html?pagewanted=2&_r=1].
Quanto aos próprios objetivos das Católicas, atualmente empenhadas
na Europa em uma campanha contra o direito de objeção de consciência
à prática do aborto por parte dos médicos, a grande idéia que está
por trás de seu trabalho e que granjeou o apoio de tantas fundações,
consiste na compreensão de que enquanto os movimentos a favor do aborto
se limitarem apenas à própria legalização do aborto, nenhuma
conquista poderá ser definitiva. O direito ao aborto somente será
definitiva e irreversivelmente estabelecido entre as mulheres quando,
no dizer das Católicas, mais do que a legislação, puder ser
derrubada a própria moralidade do aborto, e nisto a Igreja Católica
não passa apenas de um alvo instrumental.
"A moral católica é a mais desenvolvida", afirma Kissling. "Se
você puder derrubá-la, derrubará por conseqüência todas as
outras".
Nas palavras de Kissling:
"As pessoas neste país questionaram a legalidade do aborto, mas de
tal maneira que não questionaram o tema da moralidade. A incapacidade
de tratar esta questão no nível moral é uma grave ameaça para o
sucesso a longo prazo do movimento a favor do aborto. Você nunca
realmente irá vencer definitivamente se a questão da moralidade for
levantada [tal como ela é apresentada hoje]. Se nós, como
movimento, tivermos que tratar de moralidade na questão do aborto,
nós perderemos, porque o discurso moral é controlado pelos homens e
pela religião, e é construído contra as mulheres. O argumento dos
bispos diz que o aborto é um assassinato, que abortar é matar e que a
vida começa na concepção. Mas esta perspectiva católica é o lugar
certo onde começar o trabalho, porque a posição católica é a mais
desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica,
você refutou todas as demais. Nenhum dos outros grupos religiosos
realmente têm declarações tão bem definidas sobre a personalidade,
quando a vida começa, fetos e etc. Assim, se você derrubar a
posição católica, você ganha".
O IPAS, para quem Kissling confessa haver trabalhado na abertura
de clínicas clandestinas de abortos na América Latina, não é a
única organização a favor do aborto que patrocina o aborto
clandestino. Provavelmente a maior de todas as organizações que já
existiram na promoção do aborto clandestino foi, durante o final dos
anos 60 e a década dos anos 70, a própria Agência de
Desenvolvimento Internacional do Governo Federal dos Estdos
Unidos, também conhecida como USAID. Conforme uma série de
relatórios publicados recentemente por Reimert Ravenholt, na época
o diretor de programas populacionais da USAID, o órgão
utilizou-se de uma verba concedida pelo Congresso americano no
montante de um bilhão e trezentos milhões de dólares para deter o
crescimento populacional em todo o terceiro mundo. Foi, nas palavras
de Ravenholt, o maior programa de "ajuda externa" já desenvolvido
pelo governo federal americano em toda a sua história depois do Plano
Marshall, este último sendo o conhecido programa através do qual a
Europa foi economicamente reconstruída após o término da Segunda
Guerra Mundial.
http://www.ravenholt.com/population/Foremost.zip
O plano de controle mundial da população da USAID nos anos 70
incluía a promoção do aborto, ilegal ou não, em todo o terceiro
mundo. Foram desenvolvidos novos equipamentos para a prática do
aborto, distribuidos a milhares de médicos de mais de 70 países do
terceiro mundo. Ravenholt estima que hoje, somando os aparelhos para
a prática do aborto distribuídos pela USAID durante os anos 70
e depois pelo IPAS que continuou este trabalho a nível mundial,
inclusive no Brasil, já teriam sido distribuídos mais de três
milhões de equipamentos de aborto em todo o terceiro mundo. A
USAID desenvolveu e sustentou em vários países como o Paquistão
Oriental, hoje Bangladesh, um país de forte raízes islâmicas e
onde o aborto ainda hoje continua ilegal, não apenas os equipamentos,
mas também toda a infra estrutura nacional para a prática do aborto.
http://www.ravenholt.com/population/Foremost.zip
As novas drogas abortivas, que hoje são ilegalmente distribuídas e
vendidas em toda a América Latina para a obtenção de abortos por
automedicação, segundo os relatórios recentemente publicados por
Ravenholt, também foram inicialmente desenvolvidas pela USAID a
partir de uma descoberta de médicos suecos. Os riscos da
automedicação pouco significavam para a USAID. Ravenholt
afirmava que tratava-se
"de uma nova penicilina que iria curar a doença da explosão
populacional",
e nos seus comentários mais recentes, gaba-se de que no Brasil as
novas drogas desenvolvidas graças à organização que então presidia
estão sendo amplamente usadas, na ilegalidade, para a prática do
aborto:
"Este foi o coroamento da definição que havíamos colocado",
afirma o ex diretor da USAID. "Estávamos procurando uma
substância efetiva que, quando auto administrada por uma mulher, em
uma só dose, assegurasse o retorno do estado não gravídico no final
de um ciclo menstrual. Assim, se a mulher descobrisse que sua
menstruação estava atrasadas e que ela estava grávida, poderia
simplesmente tomar uma pílula. Esta droga, que passou a ser usada
nos anos 80, especialmente no Brasil, ainda hoje é eficiente".
[Entrevista de Reimert Ravenholt a Rebecca Sharpless em
http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/ravenholt-trans.html]
Ravenholt afirma também, para quem ainda se ilude de que o aborto
está sendo promovido por causa da saúde das mulheres, que com os
programas desenvolvidos pela USAID nos anos 70 era possível,
utilizando a pílula e a esterilização, diminuir significativamente a
taxa de crescimento populacional em qualquer país do terceiro mundo em
um período de cinco anos, ou em um período de apenas dois anos, caso
também fosse utilizado o aborto provocado.
http://www.ravenholt.com/wfs/world.zip
Com o advento do governo Carter e depois do governo Reagan, a
USAID foi proibida de patrocinar o aborto diretamente com o
dinheiro do contribuinte norte americano. O trabalho realizado na
área do aborto, tanto o legal quanto o ilegal, com o apoio dos
diretores da USAID, foi assumido principalmente pela organização
não governamental norte americana IPAS.
O IPAS fornece equipamento para a realização do aborto no mundo
inteiro e atualmente, com a conivência do governo brasileiro,
ministra abertamente cursos de técnicas de aborto a mais de mil novos
médicos por ano no Brasil. Os cursos são anunciados com
antecedência no próprio site da instuituição, e são ministrados,
em sua maioria, em maternidades do governo. Em janeiro de 2007 o
IPAS ministrou um curso de técnicas de abortos em Manaus, na
Maternidade Ana Braga. Em fevereiro de 2007 no Rio de
Janeiro, no Hospital Fernando de Magalhães no bairro de São
Cristóvão, novamente Manaus na Maternidade Moura Tapajós, na
Santa Casa de Sobral no Ceará, na cidade de Palmas, capital do
Estado de Tocantins, na cidade de São Paulo, no Hospital da
UNIC em Cuiabá, e outros dois em Goiânia, um deles na Santa
Casa de Goiânia. Em Março de 2007 foi dado um curso de
técnicas de aborto no Hospital da Universidade Federal de Santa
Maria, no Rio Grande do Sul. Em abril de 2007 estavam
previstos mais dois cursos no Instituto de Perinatologia da Bahia em
Salvador, e em maio de 2007 estava programado outro na própria
Secretaria Estadual da Saúde em Boa Vista, em Roraima. Todos
estes cursos são anunciados publicamente e com antecedência há mais
de dez anos, desde o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique
Cardoso, sem que ninguém jamais tivesse tomado nenhuma providência a
respeito, nem na classe médica nem fora dela. Os calendários dos
cursos no Brasil podem ser assessados no endereço
http://www.ipas.org.br/agenda.html
Segundo um estudo publicado pela Universidade de Harvard, os
Estados Unidos haviam-se convertido, já nos anos 80,
"na principal fonte mundial de capital para serviços de abortos".
O mesmo estudo também afirma que
"a maioria das organizações que fornecem fundos para a promoção do
aborto operam de maneira cladestina e usualmente ilegal. Uma das
organizações mais agressivas nesta área é o IPAS. Conforme um
dos membros de sua equipe afirmou, 'nossa política é, quanto mais o
aborto é ilegal, mais ele é atraente, por ser mais necessário'.
No momento o IPAS trabalha em três áreas: empréstimos para o
estabelecimento de clínicas de aborto, fabricação de equipamentos
para a prática de abortos que serão posteriormente distribuídos por
outras organizações, como a IPPF e a Fundação Pathfinder, e
o gerenciamento direto dos serviços de aborto. A estratégia da
organização consiste na identificação de médicos que estejam
interessados na prática do aborto, não importanto se ele é
legalizado ou não, e em ajudá-los a iniciar novos serviços. No
momento o IPAS está financiando clínicas em vinte países,
incluindo o México, o Brasil e a Indonésia, países nos quais o
aborto é ilegal. O IPAS está também treinando parteiras na
prática do aborto nas Filipinas, onde o aborto não somente é ilegal
... como também o método que está sendo ensinado é
especificamente banido pelo atual governo".
Ainda no mesmo estudo de Harvard pode-se ler que
"A promoção do aborto ilegal pode ser encontrada registrada
inclusive em programas populacionais da ONU rótulada sob títulos
como 'aumento do compromisso governamental para programas eficientes de
planejamento familiar', 'financiamento seletivo de projetos de
planejamento familiar inovadores e de baixo custo em países em
desenvolvimento', ou programas de 'atividades nativas em planejamento
familiar facilmente expansíveis ou multiplicáveis'. De fato, em
muitos países da América Latina as organizações doadoras, ao
concederem um empréstimo para uma clínica de aborto, verificam que a
doação é rapidamente devolvida e as clínicas passam a auto
multiplicar-se sem neessidade de novos investimentos".
[Donald Warwick, Foreign Aid for Abortion, Harvard Institute
for International Development,
http://links.jstor.org/sici?sici=0093-0334%28198004%2910%3A2%3C30%3AFAFA%3E2.0.CO%3B2-C]
Adrianne Germain, co-fundadora da International Women Health
Coalition, a ONG que instrumentalizou a tomada da ONU pelas
organizações feministas nas Conferências Internacionais de Cairo e
Pequim respectivamente em 1994 e 1995, e após a reunião de
Glen Cove em 1996 nos Comitês de Monitoramento de Direitos
Humanos da ONU que passaram a pressionar os países latino
americanos a legalizarem o aborto, afirma em um depoimento publicado na
Internet que em 1984, quando ocupava o cargo de representante da
Fundação Ford em Bangladesh, ela mesmo liberou três quartos de
milhão de dólares apenas para financiar o aborto clandestino naquele
país.
No mesmo depoimento Adrianne afirma também que, alguns anos depois,
tendo que viajar diversas vezes ao Brasil para a organização de
congressos, sempre trouxe consigo em sua bagagem equipamentos para a
realização de abortos, os quais eram distribuídos para clínicas
clandestinas brasileiras nos estados de São Paulo e do Amazonas. O
mesmo faziam outras colegas da mesma entidade na Colômbia, na
Venezuela e no Perú, países onde o aborto é ilegal até hoje.
Segundo as palavras de Adrianne,
"nós apoiamos pessoas extraordinárias na Colômbia, na Venezuela e
no Perú, todas elas ligadas a serviços de aborto seguro ou
intermediando estes serviços".
http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/germain-trans.html
Estes dados representam algumas dentre as muitíssimas evidencias
disponíveis que revelam que as organizações que promovem a
legalização do aborto sob o pretexto de ser impossível controlar o
aborto clandestino são as mesmas que promovem o aborto clandestino em
todo o mundo.
Saturday, September 01, 2007
De: Boletin Electronico de VHI
Data: 31/8/2007 12:23:56
Cc: Boletin@vidahumana.org
Assunto: [SPAM] [Boletin Electronico de VHI] Boletín Electrónico de Vida Humana Internacional, Vol. 12, No. 3, 31 de agosto del 2007
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Apoye a Vida Humana Internacional
BOLETÍN ELECTRÓNICO DE VIDA HUMANA INTERNACIONAL (VHI)
SECCIÓN HISPANA DE HUMAN LIFE INTERNATIONAL (HLI)
VOL. 12. NO. 3, 31 DE AGOSTO DEL 2007
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1. EL TRÁFICO MUNDIAL DE BEBÉS ABORTADOS (II).
2. CHINA: CONTINÚA LA SALVAJE POLÍTICA DE UN SOLO HIJO POR FAMILIA.
3. LOS ANTAGONISMOS DEL FEMINISMO DE GÉNERO (I).
4. URUGUAY: PROYECTO DE LEY DE EUTANASIA “VOLUNTAD ANTICIPADA” (II).
5. REPÚBLICA DOMINICANA: LOGRAN MOSTRAR LA REALIDAD DEL ABORTO.
6. PORTUGAL: LOS MÉDICOS SE NIEGAN A PRACTICAR ABORTOS LEGALES.
7. BOLETINES ANTERIORES: http://www.vidahumana.org/news/prensa_index.html.
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1. EL TRÁFICO MUNDIAL DE BEBÉS ABORTADOS (II).
Existen a través del mundo, docenas de “institutos” que ofrecen curas “milagrosas” utilizando células madre de fetos y embriones y transplantes de tejidos fetales. Entre ellas: EmbryoTech (www.embryotech.com); The Kharkov Clinic “Dr.Alex” (www.doctor-alex-ua/e/clinica.html); Stem Cell Therapy International (SCTI – www.scticorp.com); StemCure (www.stemcure.com); y Donetsk’s VitaCell (www.vitacell.com.ua).
Las investigaciones del Dr. Clowes con respecto al uso de células y tejidos de bebés abortados, lo llevaron a descubrir muchos horrores más. A fines del 2006, se enteró de que dos médicos provida de Ucrania : Vadym Lazaryev y Vladymyr Ischenko; denunciaron a mediados de la década de los 90, actividades secretas y horripilantes de este tipo de negocio en Europa del Este. Después de haber recibido numerosas amenazas de muerte y sufrido un intento infructuoso de matarlos, los dos médicos se fugaron a Shannon, Irlanda. El Dr. Clowes fue enviado a dicho país por el Padre Tom Euteneuer, presidente de HLI, para que entrevistara a estos dos médicos.
El Dr. Lazaryev, quien es médico oncólogo, le contó al Dr.Clowes que él comenzó a preguntarse el por qué les decían a todas las mujeres embarazadas en Ucrania que tenían una gran probabilidad de que sus hijos nacieran con defectos. A su propia esposa Elena le aconsejaron que abortara, lo cual por supuesto no hizo.
El Dr. Lazaryev descubrió durante sus investigaciones, que a las mujeres les pagaban entre $200 y $300 – el salario de tres meses – para que continuaran su embarazo hasta su última etapa y dieran a luz bebés vivos durante un parto prematuro forzado, de modo que los órganos de esos bebés pudieran ser extraídos lo más frescos posible. También descubrió que todas las regiones en Ucrania tenían dos instituciones gemelas. Una para llevar a cabo “partos artificiales” en las últimas etapas del embarazo y otra para desmembrar al bebé nacido vivo y vender partes de su cuerpo a compradores que después las venden por mucho más dinero a la red mundial de “clínicas” como el IRM.
Existen “clínicas” de aborto localizadas en las áreas más pobres de Donetsk y Kharkov en Rusia, donde venden bebés abortados a intermediarios, quienes envían esos cuerpecitos a ciudades como Moscú, donde existen más de 50 salones de belleza que inyectan tejidos de fetos. Una de ellas es la Clínica Cellulite, donde mujeres ricas de Rusia y del mundo occidental acuden para que les eliminen la celulitis de sus muslos, brazos,etc. El costo de cada tratamiento es alrededor de $20,000.
El Dr. Lazaryev durante su investigación también encontró en el Internet, varios lugares en Ucrania que vendían partes del cuerpo de bebés abortados en las últimas etapas del embarazo. Uno de ellos es Cell Transplantation, el cual tiene un menú para prácticamente todas las partes del cuerpo de bebés abortados en las primeras y en las últimas etapas: hígados, células neuronas, glándulas del timo y tiroides, ovarios y testículos, ojos, cerebros, espinas dorsales, etc.
Lo primero que le sucedió al Dr.Lazaryev cuando denunció el ya mencionado tráfico de bebés fue que le llamaron “traidor” y lo despidieron de su trabajo. Un investigador visitaba su hogar semanalmente y lo cuestionaba sobre sus actividades. Cuando el doctor rehusó ceder a la presión, el imperio de las células madres aumentó ésta. El doctor perdió sus beneficios médicos, lo cual casi le cuesta la vida cuando enfermó gravemente en el 2004. Un funcionario del gobierno lo llamó para informarle que le iba a visitar con unos hampones que le “desprenderían su cabeza del cuerpo”. Entonces comenzó una larga y exhaustiva investigación de su negocio, por parte de la “policía de los impuestos”, la cual finalmente lo cerró. Un funcionario de la SBU (Servicio Ucraniano de Seguridad) lo visitó y le dijo que se deshiciera de toda la evidencia que tenía o su vida estaría en peligro.
Finalmente, cuando el doctor Lazayev y su colega el Dr.Vladymyr Ischenko transitaban por un lugar desierto en camino hacia una reunión en Slavyansk, un omnibus arremetió contra su auto a gran velocidad y se dio a la fuga. Un investigador de la policía dijo que el incidente había sido ocasionado por un experto, porque el omnibus golpeó el tanque de gasolina del auto y logró sacar a éste de la carretera. En septiembre del 2004 los dos doctores finalmente se fugaron de su país natal, sin poder llevar con ellos a sus familias. El Dr. Ischenko, su esposa y sus hijos gemelos, todavía se encuentran en Ucrania (ver www.savethedoctors.org).
No cabe duda alguna en la mente del Dr.Lazaryev, que si vuelve a Ucrania lo matarán porque los inversionistas perdieron dinero. “Me matarán para dar una lección a las personas que algún día decidan elevar sus voces en contra de este mal”, afirma el doctor. Sin embargo, a pesar de las amenazas de muerte que han recibido en su país natal, Irlanda no les ha otorgado el asilo político al Dr.Lazaryev o al Dr.Ischenko. Segun Kathy Sinnott, miembro irlandés del Parlamento Europeo, aunque verdaderamente son buenos candidatos para recibir el asilo, Irlanda no se lo ha otorgado porque desea ser un líder en el mercado farmacéutico y no quiere poner límites a las actividades de las compañías farmacéuticas, las cuales desean que los irlandeses “dejen a un lado los problemas de ética” y atraigan a las compañías farmacéuticas para que puedan ganar mucho dinero. En otras palabras, si les concede asilo a estos dos doctores, implícitamente Irlanda condenaría las mismas actividades que quiere lograr atraer.
En un ambiente de total corrupción, los que comercian con órganos no tienen por qué dejar de descuartizar a bebés nacidos vivos, en las últimas etapas del embarazo. En el 2005, investigadores del Council of Europe – Consejo de Europa – descubrieron que cientos de bebés recién nacidos habían sido robados de sus madres en ciudades como Kiev y Kharkov en Ucrania. En todos los casos, las mamás eran pobres y no tenían poder alguno. Se les dijo que sus bebés simplemente habían muerto o que “ya no estaban.” Esos investigadores encontraron y desenterraron a muchos de esos bebés. Les habían cortado las piernas y los brazos, su cavidad torácica estaba vacía y no tenían cerebro.
Estos bebés recién nacidos son desmembrados sin anestesia. Afirmó la investigadora Tatiana Zakharova: “Miren, es la mueca de un ser humano llorando, le duele…tiene la expresión de una persona que está gritando..esta es la prueba…estoy diciendo que estaba vivo cuando lo estaban desmembrando.”
No puede sorprender a nadie el hecho de que las atrocidades cometidas en Ucrania se estén repitiendo en Barbados, donde se encuentra el IRM. Después de todo, ¿para qué importar bebés a cinco mil millas de distancia, cuando se pueden obtener en el propio país?
Noticias llegadas de Barbados afirman que a las mujeres les están robando sus bebés en el hospital Queen Elizabeth. Les dicen que ya “no están” o que han muerto y no los vuelven a ver. Quizás no sea una coincidencia el hecho de que uno de los miembros de la junta directiva de ese hospital es George Griffith, quien es director de la Barbados Family Planning Association (www.bfpa.net), el mayor proveedor de abortos de ese país, afiliado a la Federación Internacional de Planificación de la Familia – IPPF por sus siglas en inglés.
Lo que impulsa la industria de tejidos fetales y de recién nacidos es la cada vez mayor demanda de células madre y órganos. Según el Dr. Bernard Nathanson, se calcula que esta gigantesca conspiración contra la vida requiere anualmente toneladas de éstas células y órganos y la cantidad de dinero que circula es impresionante. La industria farmacéutica internacional, las corporaciones, los laboratorios y todas esas falsas clínicas “para el rejuvenecimiento”, exigen una cantidad constante de tejidos embriónicos y fetales. Esto por sí solo hace que estas prácticas inhumanas y faltas de ética continúen, a pesar de las restricciones que puedan establecerse.
Los órganos de un solo bebé sano abortado en las últimas etapas del embarazo en Ucrania pueden valer hasta $17,000. El cuerpo de un recién nacido vale mucho más. Debido al 1.2 millón de abortos que se practican vemos que es un negocio de millones, quizás billones de dólares anualmente; si solo un pequeño porcentaje de los bebés abortados son utilizados para experimentar o para vender sus órganos o tejidos. En una nación donde el sueldo anual de un médico capacitado es de solo alrededor de $2,500, es obvio hasta dónde llega esa cantidad de dinero.
En EEUU podemos aprender una grave lección de Europa Oriental. Estamos en el mismo camino que los ucranianos y los romanianos, solo que vamos más lento. Ya tenemos clínicas que ofrecen bebés a la orden, a través del diagnóstico genético pre-implantación. Se llevan a cabo abortos en las últimas etapas del embarazo en mujeres que están “ligeramente” deprimidas. Permitimos que los bebés que nacen con defectos mueran de hambre y sed. Y también matamos de hambre a aquellos adultos que consideramos “inconvenientes”. ¿Recuerda el caso de Terri Schiavo?
Nos sentimos horrorizados por lo que está ocurriendo en Europa del Este, pero las voces de 50 millones de bebés abortados en EEUU nos dicen, que no tenemos el derecho a juzgarles. Después de todo, si no detenemos la marcha de la cultura de la muerte en nuestro propio país, pronto seremos una parte integral del comercio mundial ilícito con órganos fetales y de recién nacidos. Quizás ya esto está sucediendo.
Queridos amigos, cuando leemos acerca de la depravación a la que el hombre puede llegar, quizás nos sintamos tentados a descorazonarnos. Sin embargo, en lugar de ello, redoblemos nuestros esfuerzos en esta batalla por la vida y hagamos todo lo posible por ayudar a las víctimas de esta salvajada.
Si desea obtener la versión original completa de este informe (en inglés), la cual incluye toda la documentación, envíe un email (en inglés) al Dr.Brian Clowes: bclowes@hli.org.
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2. CHINA: CONTINÚA LA SALVAJE POLÍTICA DE UN SOLO HIJO POR FAMILIA.
La Corte china sentencia a prisión a dos hombres vinculados a refriegas en China sud-occidental respecto a la política de un solo hijo
La corte del Condado de Bobai en la provincial sudoccidental de Guangxi (China) sentenció a prisión a dos hombres que estuvieron vinculados a recientes refriegas violentas entre la policía local y los residentes, a causa de una campaña que pone en vigencia penalidades, incluyendo multas y abortos forzados, para las parejas que violan la política china de un hijo por familia.
La política china de un hijo por familia busca mantener la población del país, ahora con 1.300.000.000 de habitantes, en torno a los 1.700.000.000 para el 2050. Los métodos para poner en vigencia la política, como multas y degradaciones laborales, varían entre las provincias y las ciudades chinas. En abril, docenas de mujeres en el sud-oeste de China informaron haber sido obligadas a someterse a abortos hasta los nueve meses de sus embarazos.
Algunas mujeres de Guangxi dijeron que fueron obligadas a practicarse abortos porque no estaban casadas, mientras que otras mujeres estaban casadas y embarazadas de su segundo hijo.
El gobierno del condado de Bobai en Guangxi aumentó recientemente las multas para las personas que violan la política y han estado confiscando o destruyendo las propiedades de personas que no pueden pagar las multas. Algunas personas han dicho que los funcionarios de Guangxi han emitido multas desde 65 dólares hasta 9.000 dólares, a las familias que han quebrantado la política en algún momento desde 1980.
Algunas personas dijeron que la multa, denominada «un impuesto social a la concepción de un hijo», fue recolectada pese al hecho de que la mayoría de los violadores de la política ya habían pagado una multa. Si los que quebrantaron la política impuesta no pagan la multa dentro de los tres días, sus hogares son destruidos y sus pertenencias confiscadas.
En respuesta a ello, los residentes de Guangxi atacaron recientemente a funcionarios de planificación familiar, volcaron autos y prendieron fuego a edificios gubernamentales.
Los dos hombres sentenciados fotocopiaron el encabezamiento y los sellos de documentos de la autoridad del condado en documentos falsificados, reclamando que el gobierno reintegrara el «impuesto de respaldo social» y diera subsidios a los residentes. Los dos hombres hicieron 400 copias del documento falsificado y las distribuyeron para «instigar» a los residentes a demandar el dinero.
Los dos hombres –uno de los cuales había tenido que pagar la multa extra- fueron sentenciados a uno y dos años de prisión, respectivamente, por instigar a sublevaciones.
Fuente: Kaiser Network 25/Jul/07
Esta información ha sido traducida y enviada por cortesía de José Arturo Quarracino, Argentina, a quien agradecemos profundamente su valiosísima colaboración.
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3. LOS ANTAGONISMOS DEL FEMINISMO DE GÉNERO (I).
María Osiris Reyes
El feminismo de género, más conocido como feminismo radical, nace en la década de los 60 en EEUU. Tras la Segunda Guerra Mundial, se crean condiciones que empujan a las mujeres a su inserción socio-laboral, ello, aunado a los movimientos feministas vinculados a las ciencias sociales y las políticas liberales, crean las bases para construir un feminismo más agresivo.
El feminismo de género encuentra sus raíces en el feminismo marxista que establece la dicotomía mutuamente excluyente hombre vs mujer, femenino vs masculino en las afirmaciones de Federico Engels: “El primer antagonismo de clases de la historia coincide con el desarrollo del antagonismo entre hombre y mujer unidos en matrimonio monógamo, y la primera opresión de una clase por otra, con la del sexo femenino por el masculino” [1].
De esta manera, el feminismo de género parte de “la teoría del patriarcado”, para justificar la “victimización” de las mujeres.
Otro elemento que definió al feminismo de género fue el pensamiento de S. de Beauvoir, quien afirmó: “la Mujer no nace sino se hace” [2]. Esta definición adquiere un nuevo significado, ya que en su visión existencialista, De Beauvoir, niega la esencia del Ser Mujer y apunta a la construcción del ser en el hacer. Es la misma afirmación Sartriana: “El hombre se crea a sí mismo” [3]. De esta manera se establece una nueva dicotomía excluyente: esencialismo vs constructivismo.
Al mismo tiempo, en el ámbito del psicoanálisis, se discutía sobre el planteamiento que en 1923 había hecho Freud acerca del origen de la diferencia de los sexos y el sexo biológico, como el fundamento para la construcción de la identidad masculina y femenina [4].
A finales de la década de los 60, Stoller (1968) apoyándose en los trabajos de Money, introduce en el psicoanálisis el concepto “núcleo de la identidad de género”, para dar cuenta de la primera identificación masculina y femenina, que niñas y niños, a muy temprana edad, tienen de sí mismos, antes del descubrimiento de la diferencia de los sexos. En su formulación, el sexo se vincula a lo biológico, mientras que el género se inscribe en el componente conductual y social. De esta manera, el concepto de género, como el comportamiento femenino y masculino vinculado a lo social, cobra resonancia en el pensamiento feminista.
No es el feminismo quien inventa el concepto de género, pero sí quien lo convierte en un concepto central para la interpretación de las cuestiones relacionadas con las desigualdades entre hombres y mujeres. El feminismo radical, acostumbrado a establecer antagonismos, establece nuevas dicotomías: sexo vs género, naturaleza vs cultura. De esta manera, el género se convierte en la herramienta para resistir la desigualdad de las mujeres por naturaleza y pugnar por la construcción social de la identidad femenina.
Pero el análisis de esta construcción de la identidad de género no se queda en un discurso que refiere a lo femenino. Judith Butler, en su libro Gender Trouble, problematiza el concepto binario de género femenino/masculino [5], reescribe a Simón de Bouvoir al considerar el género como construcción cultural y el género como elección [6] y retoma a Wittig quien opina que “el sexo se produce de manera discursiva dentro de un sistema heterosexual represivo”. Butler propone una subversión de la identidad sexual que rompa el marco binario femenino/masculino y apunte a la legitimación e inclusión de otras posibilidades de género, como pueden ser los homosexuales, las lesbianas y los bisexuales o a lo que también llama la performatividad del género.
El feminismo de género instaura el debate entre igualdad y diferencia. Presentando la diferencia como la diversidad, término opuesto a la unidad, el debate se amplía a una nueva dicotomía: unidad vs diversidad. No existe unidad, no existe identidad, todo es diverso y relativo. No es la mujer, sino las mujeres, no es la heterosexualidad, sino la diversidad sexual, donde la heterosexualidad es sólo una variable. El extremo plantea que la reconstrucción del género requiere el cuestionamiento radical de las dicotomías, incluida el par sexo/género.
La teoría de género, sostenida por el feminismo radical, como todos los errores, tiene una parte de verdad al plantear las injusticias cometidas hacia la mujer y hacia la niña y buscar eliminar su discriminación. Pero se extralimita y no deja de ser heredera de las ideologías totalitarias y las filosofías agnósticas y relativistas, que olvidan que el ser humano está llamado a orientarse a una verdad que lo trasciende. Los promotores de la ideología de género dan soluciones basadas en criterios pragmáticos y de casuística, que alimentan la cadena causal hegeliana de la conciencia/acción, la complejización de la experiencia constantemente reconstruida por el recuerdo y el provenir deseable subjetivo. En lugar de concentrarse en la capacidad que tiene el ser humano para conocer la verdad, ha preferido alimentar el odio entre hombres y mujeres, la violencia y la discriminación.
Como veremos, las coordenadas que enmarcan la ideología de género como antagónicas e irreconciliables realmente no lo son, los supuestos antagonismos son en realidad complementarios e incluyentes, se enriquecen mutuamente.
Continuará en un próximo boletín.
María Osiris Reyes es escritora, periodista, comunicadora social, y especialista en temas de bioética y de derechos humanos.
Notas:
[1]. Engels Federico. El origen de la familia, la propiedad y el estado. 1881.
[2]. Cfr. Simone de Beauvoir. El segundo sexo. Buenos Aires, Siglo xx, 1981.
[3]. Cfr. Jean Paul Sartre. Ensayo. El existencialismo es un humanismo. 1946.
[4]. Cfr. Freud, S. “Tres ensayos de teoría sexual”. Obras Completas, vol. VII. Buenos Aires, Amorrortu, 1989 (109-222).
[5]. Butler, “Gender Trouble, Feminist Theory, and Psychoanalytic Discourse”, en Nicholson (ed.), Feminism/Postmodernism; Butler, Gender Trouble.
[6]. J. Butler, “Variaciones sobre sexo y género. Beauvoir, Wittig y Foucault”, en S. Benhabib y D. Cornell (eds.), Teoría feminista y teoría crítica, Generalitat Valenciana, Valencia, 1990.
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4. URUGUAY: PROYECTO DE LEY DE EUTANASIA “VOLUNTAD ANTICIPADA” (II).
Por falta de espacio, nos limitamos a mencionar dos problemas más. El primero de ellos es que el término “terminal” tampoco está claramente definido en el Proyecto. Es verdad que el Artículo 5 del Proyecto dice:
“El diagnóstico del estado terminal de una enfermedad crónica, incurable e irreversible, deberá ser certificado por el médico tratante y ratificado por un segundo médico en la historia clínica del paciente”.
Sin embargo, al quedar esta determinación en manos de dos médicos y no también sujeta a una definición estándard claramente precisada, la misma puede quedar al margen de una manipulación a favor de la eutanasia, según la mentalidad de los médicos tratantes. Este es precisamente uno de los principales problemas ético-legales de los “testamentos vitales”.
Los efectos de esta peligrosa ambigüedad se notan ya en el mismo primer Artículo del Proyecto:
“Toda persona mayor de edad y psíquicamente apta en forma voluntaria, conciente y libre, tiene derecho a oponerse a la aplicación de tratamientos y/o procedimientos médicos que prolonguen su vida con dolor, angustia o daño, si se encontrare en el estado terminal de una enfermedad crónica, incurable o irreversible.”
Los términos “dolor”, “angustia” y “daño”, además del de “terminal”, por mencionar sólo algunos, no están claramente definidos, ni en su contenido intrínseco ni tampoco en su alcance. ¿Cuánto dolor, cuánta angustia? ¿Durante qué tiempo?
Es cierto que el mismo artículo añade: “Se exceptúa de lo anterior, el derecho de los pacientes a recibir los cuidados paliativos que correspondieren”. Pero entonces, ¿por qué el artículo no habla de dolor o angustia desproporcionados, es decir, aquellos dolores que están más allá de cualquier tratamiento paliativo?
Esta preocupación nuestra aumenta considerablemente cuando el artículo en cuestión no incluye la palabra clave de “solamente” antes de la frase “prolonguen su vida con dolor, angustia o daño”. ¿Qué pasa si un tratamiento médico prolonga por un breve tiempo la vida con dolor, pero luego logra curar o estabilizar al paciente? Si es evidente que el tratamiento al que está sujeto el paciente sólo sirve para prolongar su vida con dolor, es obvio que hay que retirarlo, para ello ni siquiera se necesita un testamento vital, basta con la apreciación bien considerada de los médicos. Pero al dejar estos términos imprecisos y abiertos completamente (por no incluir el adverbio “solamente”) a cualquier interpretación, quedan vulnerables a la manipulación.
Con esta constatación, volvemos al posible voluntarismo del Proyecto. En efecto, tal parece que la decisión de retirar o no suministrar tratamientos médicos queda sujeta en última instancia a la voluntad del paciente, sus representantes legales y los médicos que en ese momento atienden al paciente. Cuando tal decisión debería ser tomada desde la subjetividad del paciente (porque a fin de cuentas él es el que está sintiendo el dolor), pero al mismo tiempo también desde unos criterios objetivos. Cuando se trata de retirar o no aplicar unos tratamientos médicos, hay que tomar en cuenta el efecto de esos tratamientos en el paciente. De tal manera que la consideración principal no es tanto la calidad de vida del paciente, sino la calidad de los medios en relación con este paciente aquí y ahora. Y esos efectos, si bien tienen un componente subjetivo, también tienen un componente objetivo. Por ejemplo, se sabe que un paciente, aún comatoso, sufre al morir de hambre y sed, si se le retiran el agua y los alimentos, a los cuales tiene absoluto derecho, aunque estos sean suministrados artificialmente.
Al respecto, preocupa también el hecho de que este artículo no precisa qué son los cuidados paliativos a los que el paciente tiene derecho y, peor aún, no menciona su derecho al agua y los alimentos ni a los otros cuidados normales, como la higiene, las condiciones ambientales confortables y los medicamentos necesarios (como antibióticos, etc.).
El segundo y último problema que queremos mencionar es el de la falta de consideración respecto de la familia como co-protagonista en la toma de decisiones médicas. Las presunciones implícitas del Proyecto parecen ser (1) que la familia o seres queridos más allegados estarán más inclinados al encarnizamiento terapéutico, objeto principal de repulsa de este proyecto de ley y (2) que pueda haber en algunos familiares o seres queridos una voluntad contraria, es decir, hacia la eutanasia, debido a intereses económicos o de otros bienes que el paciente haya determinado dejar como herencia.
En cuanto a la primera posible presunción, habría que preguntarse si esa inclinación no la padecen también los médicos y otras personas que rodean al paciente. Lo mismo se puede decir de la segunda.
El punto neurálgico aquí es que todo este asunto de la “necesidad” de unos “testamentos vitales” es falsa. Antes, estos problemas se resolvían por medio del diálogo entre el paciente mismo, los médicos, los familiares y los sacerdotes o ministros religiosos, o los tres últimos grupos de personas solamente en el caso de incompetencia por parte del paciente. Pero hoy, existe la tendencia a decir que porque la medicina ha avanzado y se ha complicado que entonces son necesarios estos documentos, para luego dejarle de todas maneras la decisión final, en caso de duda, a una “comisión de bioética”. Francamente, ese argumento no nos parece viable. Más bien nos parece lo contrario. Mientras más complicados y avanzados sean los tratamientos, menos previsibles serán algunos de ellos en cuanto a sus efectos en los pacientes y menos confiables serán, por tanto, unos documentos legales redactados con antelación.
En cuanto a las famosos “comisiones de bioética”, hay que tener cuidado con ellas. Cuando se deja a la familia y a sus directores espirituales de lado, para darle más importancia al Estado y a estas “comisiones de bioética”, diciendo que “la previsión de existencia y participación de una Comisión de Bioética, es de una importancia tal, que trasciende incluso la relevancia del objeto de este proyecto de ley”, hay razones de sobra para preocuparse, por más que se mencione de labios que el Proyecto “aborda la circunstancia de mayor contenido ... religioso de la relación médico paciente”.
Para empezar, ¿qué garantía hay de que estas “comisiones de bioética” estén compuestas por personas que no tienen una mentalidad a favor de la eutanasia? Nuestra preocupación es más que relevante por las siguientes dos razones:
1. Estas “comisiones” están siendo establecidas por el gobierno del Uruguay. A continuación de la cita apenas dada, el Informe del Proyecto sigue diciendo: “Nuestra Cámara de Representantes, recientemente ha aprobado el proyecto de ley de creación de la Comisión Nacional de Bioética, actualmente a estudio de la Cámara de Senadores”.
Con todo el respeto que se le debe al gobierno del Uruguay, vemos grandes carencias en la defensa del derecho a la vida. Por ejemplo, el asesoramiento para el uso abortivo del Misoprostol, y el intento de reglamentar el acto de aborto en caso de eximentes.
¿Qué garantías entonces nos puede dar el gobierno de que no va a permitir atentar contra la vida de personas inocentes, que se encuentran cerca del final de sus vidas o muy enfermos?
2. El Proyecto menciona el establecimiento de las “comisiones de bioética” relacionándolas con temas vinculados al aborto. “El tema abordado por este proyecto de ley, es un claro y notorio ejemplo de cuestión bioética, como lo son los temas de salud reproductiva y de fertilidad asistida”.
En cuanto a la “salud reproductiva”, está más que demostrado que, según la Organización Mundial de la Salud (OMS) de la ONU, este eufemismo se refiere tanto al aborto químico como quirúrgico, incluyendo la legalización de ambos. Además, los intentos por una significativa parte del Parlamento uruguayo de legalizar el aborto, precisamente bajo el disfraz de “salud reproductiva”, demuestran que la mención de este término por parte del proyecto de ley que nos ocupa es posiblemente favorable a una interpretación abortista del mismo. En todo caso, no hay ninguna garantía que las famosas “comisiones de ética” no estén plagadas de personas favorables a dicha interpretación, como lo ha estado el Parlamento del Uruguay.
En cuanto a la fertilidad asistida, se sabe que la fecundación in vitro (FIVET) comporta la destrucción de incontables embriones humanos. Si el Proyecto se está refiriendo de forma favorable a la FIVET, entonces estamos ante otra razón más para desconfiar de sus famosas “comisiones de bioética”.
Las alternativas éticamente viables a este Proyecto de “Voluntad Anticipada” son: (1) el dejar la decisión acerca de los tratamientos médicos de un paciente terminal en estado de incompetencia a sus familiares, ministros espirituales y los médicos escogidos por ellos o, en caso de que el gobierno persista en su empecinamiento de exigir los “testamentos vitales”, (2) el asegurarse que dichos documentos contengan definiciones bien precisas, garantías absolutas del suministro de tratamientos paliativos y de los cuidados normales, incluyendo el agua y los alimentos por cualquier vía adecuada y un número suficiente de representantes legales, que incluya los familiares, amistades y/o ministros espirituales escogidos previamente por el propio paciente. En ese caso y debido al clima de “cultura” de la muerte imperante hoy en día, en vez de llamarse “testamento vital” o peor aún “voluntad anticipada”, debería llamarse “Testamento para vivir”. Para un abordaje más detallado y completo de este tipo de testamento provida, lllamados “Testamentos para vivir”, remitimos al artículo que lleva ese título que se encuentra en: http://www.vidahumana.org/vidafam/eutanasia/testamentos.html.
Para una exposición completa de nuestro análisis, que incluye las fuentes, visite, en el portal de VHI, http://www.vidahumana.org, la sección sobre la eutanasia, en: http://www.vidahumana.org/vidafam/eutanasia/eutanasia_index.html.
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5. REPÚBLICA DOMINICANA: LOGRAN MOSTRAR LA REALIDAD DEL ABORTO.
Dr. Freddy Contín
En la sesión de vistas públicas que se celebró en el Congreso de nuestro paìs, el Señor nos permitió a todos los grupos provida que asistimos, el poder demostrar primero la unidad de criterios entre nosotros y la presentaciòn de argumentos médicos, jurídicos, éticos, morales y cristianos de peso, que no pudieron rebatir los grupos abortistas. Ellos no esperaban esa gran asistencia de parte de nuestros grupos. El Dr. Gene Antonio logró el permiso para presentar el video "Dura Realidad", lo cual hizo que los grupos feministas proaborto abandonaran la sesión en protesta. Pero, gracias a Dios la Comisión del Congreso permitió su presentación y logramos un buen impacto entre los congresistas, tanto por el video como por las exposiciones. Al final hicimos un sondeo y parece que entre muchos de ellos está el ánimo de rechazar este proyecto de despenalizaciòn.
De todas formas hay una nueva convocatoria para el 22 de agosto a las 10 de la mañana, para concluir con las presentaciones. Les pedimos sus oraciones.
El Dr. Contín es el presidente de la Asociación de Médicos Católicos de la República Dominicana.
Comentarios de Magaly Llaguno,
Directora Ejecutiva de VHI
El vídeo que menciona el Dr. Contin se elaboró especialmente para la República Dominicana, con la ayuda del Profesor Carlos Burgo (nuestro colaborador también en ese país), utilizando la versión original del vídeo "Dura realidad".
En nuestro portal, http://www.vidahumana.org, hay un enlace a dos versiones de ese video elaboradas por Hispanics for Life de EEUU. Nuestra oficina vende el VHS de la version original.
Felicitamos a estos hermanos, incluyendo el gran activista provida norteamericano que reside en República Dominicana con su esposa e hijos, el Dr. Gene de Antonio.
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6. PORTUGAL: LOS MÉDICOS SE NIEGAN A PRACTICAR ABORTOS LEGALES.
Recientemente Portugal legalizó el aborto, pero una proporción significativa de médicos están previniendo a las mujeres para que no recurran al procedimiento, mostrándose como objetores de conciencia.
La nueva ley que autoriza a las mujeres a someterse a abortos durante las primeras 10 semanas de gestación entró en vigencia en julio del 2007. El aborto voluntario también es legal durante las primeras 16 semanas del embarazo en casos de violación, y hasta las 24 semanas si se determina que el feto tiene malformaciones congénitas o una enfermedad incurable.
Un día después que la ley entró en vigor, muy pocas mujeres pusieron fin a sus embarazos: muchos hospitales públicos no pueden ofrecer este servicio porque la mayoría de los médicos rehúsan practicar abortos.
El Ministerio de Salud reconoció esta semana que el recurso de los médicos a la objeción de conciencia ha dejado al Estado atado de manos, y que la única opción que queda en pie para proveer los servicios de aborto estipulados es contratar médicos por fuera del sistema hospitalario.
Vasco Freire, cabeza de Medicos pela Escolha (Médicos para Elegir), uno de los
grupos que trabajó más duramente para aprobar el referéndum, dijo que muchos de sus colegas rehusaron efectuar abortos por motivos morales, «pero en muchos casos su objeción de conciencia se limita a los hospitales estatales y no se aplica en la medicina privada».
La objeción de conciencia por parte de los médicos está contribuyendo a producir retrasos en hospitales de todo el país, donde las mujeres están en listas de espera por órdenes obligatorias de consejería y por exámenes de ultrasonido para determinar el tiempo de gestación, antes de dar una fecha para el procedimiento, el cual puede llevarse a cabo 15 días más tarde.
En Madeira, el archipiélago nor-atlántico que es la región de Portugal más religiosa y conservadora, los sentimientos respecto a la controversia están acrecentándose.
El secretario regional para Asuntos Sociales de Madeira, Francisco Jardim Ramos, dijo que Lisboa «no puede comportarse como un poder colonial e imponer a esta región autónoma una ley que el 64% de la población de Madeira rechazó en el referéndum».
Fuente: Inter Press Service informado en Push Journal el 25/Jul/07
Esta información ha sido traducida y enviada por cortesía de José Arturo Quarracino, Argentina, a quien agradecemos profundamente su valiosísima colaboración.
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VOL. 12. NO. 3, 31 DE AGOSTO DEL 2007
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1. EL TRÁFICO MUNDIAL DE BEBÉS ABORTADOS (II).
2. CHINA: CONTINÚA LA SALVAJE POLÍTICA DE UN SOLO HIJO POR FAMILIA.
3. LOS ANTAGONISMOS DEL FEMINISMO DE GÉNERO (I).
4. URUGUAY: PROYECTO DE LEY DE EUTANASIA “VOLUNTAD ANTICIPADA” (II).
5. REPÚBLICA DOMINICANA: LOGRAN MOSTRAR LA REALIDAD DEL ABORTO.
6. PORTUGAL: LOS MÉDICOS SE NIEGAN A PRACTICAR ABORTOS LEGALES.
7. BOLETINES ANTERIORES: http://www.vidahumana.org/news/prensa_index.html.
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1. EL TRÁFICO MUNDIAL DE BEBÉS ABORTADOS (II).
Existen a través del mundo, docenas de “institutos” que ofrecen curas “milagrosas” utilizando células madre de fetos y embriones y transplantes de tejidos fetales. Entre ellas: EmbryoTech (www.embryotech.com); The Kharkov Clinic “Dr.Alex” (www.doctor-alex-ua/e/clinica.html); Stem Cell Therapy International (SCTI – www.scticorp.com); StemCure (www.stemcure.com); y Donetsk’s VitaCell (www.vitacell.com.ua).
Las investigaciones del Dr. Clowes con respecto al uso de células y tejidos de bebés abortados, lo llevaron a descubrir muchos horrores más. A fines del 2006, se enteró de que dos médicos provida de Ucrania : Vadym Lazaryev y Vladymyr Ischenko; denunciaron a mediados de la década de los 90, actividades secretas y horripilantes de este tipo de negocio en Europa del Este. Después de haber recibido numerosas amenazas de muerte y sufrido un intento infructuoso de matarlos, los dos médicos se fugaron a Shannon, Irlanda. El Dr. Clowes fue enviado a dicho país por el Padre Tom Euteneuer, presidente de HLI, para que entrevistara a estos dos médicos.
El Dr. Lazaryev, quien es médico oncólogo, le contó al Dr.Clowes que él comenzó a preguntarse el por qué les decían a todas las mujeres embarazadas en Ucrania que tenían una gran probabilidad de que sus hijos nacieran con defectos. A su propia esposa Elena le aconsejaron que abortara, lo cual por supuesto no hizo.
El Dr. Lazaryev descubrió durante sus investigaciones, que a las mujeres les pagaban entre $200 y $300 – el salario de tres meses – para que continuaran su embarazo hasta su última etapa y dieran a luz bebés vivos durante un parto prematuro forzado, de modo que los órganos de esos bebés pudieran ser extraídos lo más frescos posible. También descubrió que todas las regiones en Ucrania tenían dos instituciones gemelas. Una para llevar a cabo “partos artificiales” en las últimas etapas del embarazo y otra para desmembrar al bebé nacido vivo y vender partes de su cuerpo a compradores que después las venden por mucho más dinero a la red mundial de “clínicas” como el IRM.
Existen “clínicas” de aborto localizadas en las áreas más pobres de Donetsk y Kharkov en Rusia, donde venden bebés abortados a intermediarios, quienes envían esos cuerpecitos a ciudades como Moscú, donde existen más de 50 salones de belleza que inyectan tejidos de fetos. Una de ellas es la Clínica Cellulite, donde mujeres ricas de Rusia y del mundo occidental acuden para que les eliminen la celulitis de sus muslos, brazos,etc. El costo de cada tratamiento es alrededor de $20,000.
El Dr. Lazaryev durante su investigación también encontró en el Internet, varios lugares en Ucrania que vendían partes del cuerpo de bebés abortados en las últimas etapas del embarazo. Uno de ellos es Cell Transplantation, el cual tiene un menú para prácticamente todas las partes del cuerpo de bebés abortados en las primeras y en las últimas etapas: hígados, células neuronas, glándulas del timo y tiroides, ovarios y testículos, ojos, cerebros, espinas dorsales, etc.
Lo primero que le sucedió al Dr.Lazaryev cuando denunció el ya mencionado tráfico de bebés fue que le llamaron “traidor” y lo despidieron de su trabajo. Un investigador visitaba su hogar semanalmente y lo cuestionaba sobre sus actividades. Cuando el doctor rehusó ceder a la presión, el imperio de las células madres aumentó ésta. El doctor perdió sus beneficios médicos, lo cual casi le cuesta la vida cuando enfermó gravemente en el 2004. Un funcionario del gobierno lo llamó para informarle que le iba a visitar con unos hampones que le “desprenderían su cabeza del cuerpo”. Entonces comenzó una larga y exhaustiva investigación de su negocio, por parte de la “policía de los impuestos”, la cual finalmente lo cerró. Un funcionario de la SBU (Servicio Ucraniano de Seguridad) lo visitó y le dijo que se deshiciera de toda la evidencia que tenía o su vida estaría en peligro.
Finalmente, cuando el doctor Lazayev y su colega el Dr.Vladymyr Ischenko transitaban por un lugar desierto en camino hacia una reunión en Slavyansk, un omnibus arremetió contra su auto a gran velocidad y se dio a la fuga. Un investigador de la policía dijo que el incidente había sido ocasionado por un experto, porque el omnibus golpeó el tanque de gasolina del auto y logró sacar a éste de la carretera. En septiembre del 2004 los dos doctores finalmente se fugaron de su país natal, sin poder llevar con ellos a sus familias. El Dr. Ischenko, su esposa y sus hijos gemelos, todavía se encuentran en Ucrania (ver www.savethedoctors.org).
No cabe duda alguna en la mente del Dr.Lazaryev, que si vuelve a Ucrania lo matarán porque los inversionistas perdieron dinero. “Me matarán para dar una lección a las personas que algún día decidan elevar sus voces en contra de este mal”, afirma el doctor. Sin embargo, a pesar de las amenazas de muerte que han recibido en su país natal, Irlanda no les ha otorgado el asilo político al Dr.Lazaryev o al Dr.Ischenko. Segun Kathy Sinnott, miembro irlandés del Parlamento Europeo, aunque verdaderamente son buenos candidatos para recibir el asilo, Irlanda no se lo ha otorgado porque desea ser un líder en el mercado farmacéutico y no quiere poner límites a las actividades de las compañías farmacéuticas, las cuales desean que los irlandeses “dejen a un lado los problemas de ética” y atraigan a las compañías farmacéuticas para que puedan ganar mucho dinero. En otras palabras, si les concede asilo a estos dos doctores, implícitamente Irlanda condenaría las mismas actividades que quiere lograr atraer.
En un ambiente de total corrupción, los que comercian con órganos no tienen por qué dejar de descuartizar a bebés nacidos vivos, en las últimas etapas del embarazo. En el 2005, investigadores del Council of Europe – Consejo de Europa – descubrieron que cientos de bebés recién nacidos habían sido robados de sus madres en ciudades como Kiev y Kharkov en Ucrania. En todos los casos, las mamás eran pobres y no tenían poder alguno. Se les dijo que sus bebés simplemente habían muerto o que “ya no estaban.” Esos investigadores encontraron y desenterraron a muchos de esos bebés. Les habían cortado las piernas y los brazos, su cavidad torácica estaba vacía y no tenían cerebro.
Estos bebés recién nacidos son desmembrados sin anestesia. Afirmó la investigadora Tatiana Zakharova: “Miren, es la mueca de un ser humano llorando, le duele…tiene la expresión de una persona que está gritando..esta es la prueba…estoy diciendo que estaba vivo cuando lo estaban desmembrando.”
No puede sorprender a nadie el hecho de que las atrocidades cometidas en Ucrania se estén repitiendo en Barbados, donde se encuentra el IRM. Después de todo, ¿para qué importar bebés a cinco mil millas de distancia, cuando se pueden obtener en el propio país?
Noticias llegadas de Barbados afirman que a las mujeres les están robando sus bebés en el hospital Queen Elizabeth. Les dicen que ya “no están” o que han muerto y no los vuelven a ver. Quizás no sea una coincidencia el hecho de que uno de los miembros de la junta directiva de ese hospital es George Griffith, quien es director de la Barbados Family Planning Association (www.bfpa.net), el mayor proveedor de abortos de ese país, afiliado a la Federación Internacional de Planificación de la Familia – IPPF por sus siglas en inglés.
Lo que impulsa la industria de tejidos fetales y de recién nacidos es la cada vez mayor demanda de células madre y órganos. Según el Dr. Bernard Nathanson, se calcula que esta gigantesca conspiración contra la vida requiere anualmente toneladas de éstas células y órganos y la cantidad de dinero que circula es impresionante. La industria farmacéutica internacional, las corporaciones, los laboratorios y todas esas falsas clínicas “para el rejuvenecimiento”, exigen una cantidad constante de tejidos embriónicos y fetales. Esto por sí solo hace que estas prácticas inhumanas y faltas de ética continúen, a pesar de las restricciones que puedan establecerse.
Los órganos de un solo bebé sano abortado en las últimas etapas del embarazo en Ucrania pueden valer hasta $17,000. El cuerpo de un recién nacido vale mucho más. Debido al 1.2 millón de abortos que se practican vemos que es un negocio de millones, quizás billones de dólares anualmente; si solo un pequeño porcentaje de los bebés abortados son utilizados para experimentar o para vender sus órganos o tejidos. En una nación donde el sueldo anual de un médico capacitado es de solo alrededor de $2,500, es obvio hasta dónde llega esa cantidad de dinero.
En EEUU podemos aprender una grave lección de Europa Oriental. Estamos en el mismo camino que los ucranianos y los romanianos, solo que vamos más lento. Ya tenemos clínicas que ofrecen bebés a la orden, a través del diagnóstico genético pre-implantación. Se llevan a cabo abortos en las últimas etapas del embarazo en mujeres que están “ligeramente” deprimidas. Permitimos que los bebés que nacen con defectos mueran de hambre y sed. Y también matamos de hambre a aquellos adultos que consideramos “inconvenientes”. ¿Recuerda el caso de Terri Schiavo?
Nos sentimos horrorizados por lo que está ocurriendo en Europa del Este, pero las voces de 50 millones de bebés abortados en EEUU nos dicen, que no tenemos el derecho a juzgarles. Después de todo, si no detenemos la marcha de la cultura de la muerte en nuestro propio país, pronto seremos una parte integral del comercio mundial ilícito con órganos fetales y de recién nacidos. Quizás ya esto está sucediendo.
Queridos amigos, cuando leemos acerca de la depravación a la que el hombre puede llegar, quizás nos sintamos tentados a descorazonarnos. Sin embargo, en lugar de ello, redoblemos nuestros esfuerzos en esta batalla por la vida y hagamos todo lo posible por ayudar a las víctimas de esta salvajada.
Si desea obtener la versión original completa de este informe (en inglés), la cual incluye toda la documentación, envíe un email (en inglés) al Dr.Brian Clowes: bclowes@hli.org.
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2. CHINA: CONTINÚA LA SALVAJE POLÍTICA DE UN SOLO HIJO POR FAMILIA.
La Corte china sentencia a prisión a dos hombres vinculados a refriegas en China sud-occidental respecto a la política de un solo hijo
La corte del Condado de Bobai en la provincial sudoccidental de Guangxi (China) sentenció a prisión a dos hombres que estuvieron vinculados a recientes refriegas violentas entre la policía local y los residentes, a causa de una campaña que pone en vigencia penalidades, incluyendo multas y abortos forzados, para las parejas que violan la política china de un hijo por familia.
La política china de un hijo por familia busca mantener la población del país, ahora con 1.300.000.000 de habitantes, en torno a los 1.700.000.000 para el 2050. Los métodos para poner en vigencia la política, como multas y degradaciones laborales, varían entre las provincias y las ciudades chinas. En abril, docenas de mujeres en el sud-oeste de China informaron haber sido obligadas a someterse a abortos hasta los nueve meses de sus embarazos.
Algunas mujeres de Guangxi dijeron que fueron obligadas a practicarse abortos porque no estaban casadas, mientras que otras mujeres estaban casadas y embarazadas de su segundo hijo.
El gobierno del condado de Bobai en Guangxi aumentó recientemente las multas para las personas que violan la política y han estado confiscando o destruyendo las propiedades de personas que no pueden pagar las multas. Algunas personas han dicho que los funcionarios de Guangxi han emitido multas desde 65 dólares hasta 9.000 dólares, a las familias que han quebrantado la política en algún momento desde 1980.
Algunas personas dijeron que la multa, denominada «un impuesto social a la concepción de un hijo», fue recolectada pese al hecho de que la mayoría de los violadores de la política ya habían pagado una multa. Si los que quebrantaron la política impuesta no pagan la multa dentro de los tres días, sus hogares son destruidos y sus pertenencias confiscadas.
En respuesta a ello, los residentes de Guangxi atacaron recientemente a funcionarios de planificación familiar, volcaron autos y prendieron fuego a edificios gubernamentales.
Los dos hombres sentenciados fotocopiaron el encabezamiento y los sellos de documentos de la autoridad del condado en documentos falsificados, reclamando que el gobierno reintegrara el «impuesto de respaldo social» y diera subsidios a los residentes. Los dos hombres hicieron 400 copias del documento falsificado y las distribuyeron para «instigar» a los residentes a demandar el dinero.
Los dos hombres –uno de los cuales había tenido que pagar la multa extra- fueron sentenciados a uno y dos años de prisión, respectivamente, por instigar a sublevaciones.
Fuente: Kaiser Network 25/Jul/07
Esta información ha sido traducida y enviada por cortesía de José Arturo Quarracino, Argentina, a quien agradecemos profundamente su valiosísima colaboración.
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3. LOS ANTAGONISMOS DEL FEMINISMO DE GÉNERO (I).
María Osiris Reyes
El feminismo de género, más conocido como feminismo radical, nace en la década de los 60 en EEUU. Tras la Segunda Guerra Mundial, se crean condiciones que empujan a las mujeres a su inserción socio-laboral, ello, aunado a los movimientos feministas vinculados a las ciencias sociales y las políticas liberales, crean las bases para construir un feminismo más agresivo.
El feminismo de género encuentra sus raíces en el feminismo marxista que establece la dicotomía mutuamente excluyente hombre vs mujer, femenino vs masculino en las afirmaciones de Federico Engels: “El primer antagonismo de clases de la historia coincide con el desarrollo del antagonismo entre hombre y mujer unidos en matrimonio monógamo, y la primera opresión de una clase por otra, con la del sexo femenino por el masculino” [1].
De esta manera, el feminismo de género parte de “la teoría del patriarcado”, para justificar la “victimización” de las mujeres.
Otro elemento que definió al feminismo de género fue el pensamiento de S. de Beauvoir, quien afirmó: “la Mujer no nace sino se hace” [2]. Esta definición adquiere un nuevo significado, ya que en su visión existencialista, De Beauvoir, niega la esencia del Ser Mujer y apunta a la construcción del ser en el hacer. Es la misma afirmación Sartriana: “El hombre se crea a sí mismo” [3]. De esta manera se establece una nueva dicotomía excluyente: esencialismo vs constructivismo.
Al mismo tiempo, en el ámbito del psicoanálisis, se discutía sobre el planteamiento que en 1923 había hecho Freud acerca del origen de la diferencia de los sexos y el sexo biológico, como el fundamento para la construcción de la identidad masculina y femenina [4].
A finales de la década de los 60, Stoller (1968) apoyándose en los trabajos de Money, introduce en el psicoanálisis el concepto “núcleo de la identidad de género”, para dar cuenta de la primera identificación masculina y femenina, que niñas y niños, a muy temprana edad, tienen de sí mismos, antes del descubrimiento de la diferencia de los sexos. En su formulación, el sexo se vincula a lo biológico, mientras que el género se inscribe en el componente conductual y social. De esta manera, el concepto de género, como el comportamiento femenino y masculino vinculado a lo social, cobra resonancia en el pensamiento feminista.
No es el feminismo quien inventa el concepto de género, pero sí quien lo convierte en un concepto central para la interpretación de las cuestiones relacionadas con las desigualdades entre hombres y mujeres. El feminismo radical, acostumbrado a establecer antagonismos, establece nuevas dicotomías: sexo vs género, naturaleza vs cultura. De esta manera, el género se convierte en la herramienta para resistir la desigualdad de las mujeres por naturaleza y pugnar por la construcción social de la identidad femenina.
Pero el análisis de esta construcción de la identidad de género no se queda en un discurso que refiere a lo femenino. Judith Butler, en su libro Gender Trouble, problematiza el concepto binario de género femenino/masculino [5], reescribe a Simón de Bouvoir al considerar el género como construcción cultural y el género como elección [6] y retoma a Wittig quien opina que “el sexo se produce de manera discursiva dentro de un sistema heterosexual represivo”. Butler propone una subversión de la identidad sexual que rompa el marco binario femenino/masculino y apunte a la legitimación e inclusión de otras posibilidades de género, como pueden ser los homosexuales, las lesbianas y los bisexuales o a lo que también llama la performatividad del género.
El feminismo de género instaura el debate entre igualdad y diferencia. Presentando la diferencia como la diversidad, término opuesto a la unidad, el debate se amplía a una nueva dicotomía: unidad vs diversidad. No existe unidad, no existe identidad, todo es diverso y relativo. No es la mujer, sino las mujeres, no es la heterosexualidad, sino la diversidad sexual, donde la heterosexualidad es sólo una variable. El extremo plantea que la reconstrucción del género requiere el cuestionamiento radical de las dicotomías, incluida el par sexo/género.
La teoría de género, sostenida por el feminismo radical, como todos los errores, tiene una parte de verdad al plantear las injusticias cometidas hacia la mujer y hacia la niña y buscar eliminar su discriminación. Pero se extralimita y no deja de ser heredera de las ideologías totalitarias y las filosofías agnósticas y relativistas, que olvidan que el ser humano está llamado a orientarse a una verdad que lo trasciende. Los promotores de la ideología de género dan soluciones basadas en criterios pragmáticos y de casuística, que alimentan la cadena causal hegeliana de la conciencia/acción, la complejización de la experiencia constantemente reconstruida por el recuerdo y el provenir deseable subjetivo. En lugar de concentrarse en la capacidad que tiene el ser humano para conocer la verdad, ha preferido alimentar el odio entre hombres y mujeres, la violencia y la discriminación.
Como veremos, las coordenadas que enmarcan la ideología de género como antagónicas e irreconciliables realmente no lo son, los supuestos antagonismos son en realidad complementarios e incluyentes, se enriquecen mutuamente.
Continuará en un próximo boletín.
María Osiris Reyes es escritora, periodista, comunicadora social, y especialista en temas de bioética y de derechos humanos.
Notas:
[1]. Engels Federico. El origen de la familia, la propiedad y el estado. 1881.
[2]. Cfr. Simone de Beauvoir. El segundo sexo. Buenos Aires, Siglo xx, 1981.
[3]. Cfr. Jean Paul Sartre. Ensayo. El existencialismo es un humanismo. 1946.
[4]. Cfr. Freud, S. “Tres ensayos de teoría sexual”. Obras Completas, vol. VII. Buenos Aires, Amorrortu, 1989 (109-222).
[5]. Butler, “Gender Trouble, Feminist Theory, and Psychoanalytic Discourse”, en Nicholson (ed.), Feminism/Postmodernism; Butler, Gender Trouble.
[6]. J. Butler, “Variaciones sobre sexo y género. Beauvoir, Wittig y Foucault”, en S. Benhabib y D. Cornell (eds.), Teoría feminista y teoría crítica, Generalitat Valenciana, Valencia, 1990.
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4. URUGUAY: PROYECTO DE LEY DE EUTANASIA “VOLUNTAD ANTICIPADA” (II).
Por falta de espacio, nos limitamos a mencionar dos problemas más. El primero de ellos es que el término “terminal” tampoco está claramente definido en el Proyecto. Es verdad que el Artículo 5 del Proyecto dice:
“El diagnóstico del estado terminal de una enfermedad crónica, incurable e irreversible, deberá ser certificado por el médico tratante y ratificado por un segundo médico en la historia clínica del paciente”.
Sin embargo, al quedar esta determinación en manos de dos médicos y no también sujeta a una definición estándard claramente precisada, la misma puede quedar al margen de una manipulación a favor de la eutanasia, según la mentalidad de los médicos tratantes. Este es precisamente uno de los principales problemas ético-legales de los “testamentos vitales”.
Los efectos de esta peligrosa ambigüedad se notan ya en el mismo primer Artículo del Proyecto:
“Toda persona mayor de edad y psíquicamente apta en forma voluntaria, conciente y libre, tiene derecho a oponerse a la aplicación de tratamientos y/o procedimientos médicos que prolonguen su vida con dolor, angustia o daño, si se encontrare en el estado terminal de una enfermedad crónica, incurable o irreversible.”
Los términos “dolor”, “angustia” y “daño”, además del de “terminal”, por mencionar sólo algunos, no están claramente definidos, ni en su contenido intrínseco ni tampoco en su alcance. ¿Cuánto dolor, cuánta angustia? ¿Durante qué tiempo?
Es cierto que el mismo artículo añade: “Se exceptúa de lo anterior, el derecho de los pacientes a recibir los cuidados paliativos que correspondieren”. Pero entonces, ¿por qué el artículo no habla de dolor o angustia desproporcionados, es decir, aquellos dolores que están más allá de cualquier tratamiento paliativo?
Esta preocupación nuestra aumenta considerablemente cuando el artículo en cuestión no incluye la palabra clave de “solamente” antes de la frase “prolonguen su vida con dolor, angustia o daño”. ¿Qué pasa si un tratamiento médico prolonga por un breve tiempo la vida con dolor, pero luego logra curar o estabilizar al paciente? Si es evidente que el tratamiento al que está sujeto el paciente sólo sirve para prolongar su vida con dolor, es obvio que hay que retirarlo, para ello ni siquiera se necesita un testamento vital, basta con la apreciación bien considerada de los médicos. Pero al dejar estos términos imprecisos y abiertos completamente (por no incluir el adverbio “solamente”) a cualquier interpretación, quedan vulnerables a la manipulación.
Con esta constatación, volvemos al posible voluntarismo del Proyecto. En efecto, tal parece que la decisión de retirar o no suministrar tratamientos médicos queda sujeta en última instancia a la voluntad del paciente, sus representantes legales y los médicos que en ese momento atienden al paciente. Cuando tal decisión debería ser tomada desde la subjetividad del paciente (porque a fin de cuentas él es el que está sintiendo el dolor), pero al mismo tiempo también desde unos criterios objetivos. Cuando se trata de retirar o no aplicar unos tratamientos médicos, hay que tomar en cuenta el efecto de esos tratamientos en el paciente. De tal manera que la consideración principal no es tanto la calidad de vida del paciente, sino la calidad de los medios en relación con este paciente aquí y ahora. Y esos efectos, si bien tienen un componente subjetivo, también tienen un componente objetivo. Por ejemplo, se sabe que un paciente, aún comatoso, sufre al morir de hambre y sed, si se le retiran el agua y los alimentos, a los cuales tiene absoluto derecho, aunque estos sean suministrados artificialmente.
Al respecto, preocupa también el hecho de que este artículo no precisa qué son los cuidados paliativos a los que el paciente tiene derecho y, peor aún, no menciona su derecho al agua y los alimentos ni a los otros cuidados normales, como la higiene, las condiciones ambientales confortables y los medicamentos necesarios (como antibióticos, etc.).
El segundo y último problema que queremos mencionar es el de la falta de consideración respecto de la familia como co-protagonista en la toma de decisiones médicas. Las presunciones implícitas del Proyecto parecen ser (1) que la familia o seres queridos más allegados estarán más inclinados al encarnizamiento terapéutico, objeto principal de repulsa de este proyecto de ley y (2) que pueda haber en algunos familiares o seres queridos una voluntad contraria, es decir, hacia la eutanasia, debido a intereses económicos o de otros bienes que el paciente haya determinado dejar como herencia.
En cuanto a la primera posible presunción, habría que preguntarse si esa inclinación no la padecen también los médicos y otras personas que rodean al paciente. Lo mismo se puede decir de la segunda.
El punto neurálgico aquí es que todo este asunto de la “necesidad” de unos “testamentos vitales” es falsa. Antes, estos problemas se resolvían por medio del diálogo entre el paciente mismo, los médicos, los familiares y los sacerdotes o ministros religiosos, o los tres últimos grupos de personas solamente en el caso de incompetencia por parte del paciente. Pero hoy, existe la tendencia a decir que porque la medicina ha avanzado y se ha complicado que entonces son necesarios estos documentos, para luego dejarle de todas maneras la decisión final, en caso de duda, a una “comisión de bioética”. Francamente, ese argumento no nos parece viable. Más bien nos parece lo contrario. Mientras más complicados y avanzados sean los tratamientos, menos previsibles serán algunos de ellos en cuanto a sus efectos en los pacientes y menos confiables serán, por tanto, unos documentos legales redactados con antelación.
En cuanto a las famosos “comisiones de bioética”, hay que tener cuidado con ellas. Cuando se deja a la familia y a sus directores espirituales de lado, para darle más importancia al Estado y a estas “comisiones de bioética”, diciendo que “la previsión de existencia y participación de una Comisión de Bioética, es de una importancia tal, que trasciende incluso la relevancia del objeto de este proyecto de ley”, hay razones de sobra para preocuparse, por más que se mencione de labios que el Proyecto “aborda la circunstancia de mayor contenido ... religioso de la relación médico paciente”.
Para empezar, ¿qué garantía hay de que estas “comisiones de bioética” estén compuestas por personas que no tienen una mentalidad a favor de la eutanasia? Nuestra preocupación es más que relevante por las siguientes dos razones:
1. Estas “comisiones” están siendo establecidas por el gobierno del Uruguay. A continuación de la cita apenas dada, el Informe del Proyecto sigue diciendo: “Nuestra Cámara de Representantes, recientemente ha aprobado el proyecto de ley de creación de la Comisión Nacional de Bioética, actualmente a estudio de la Cámara de Senadores”.
Con todo el respeto que se le debe al gobierno del Uruguay, vemos grandes carencias en la defensa del derecho a la vida. Por ejemplo, el asesoramiento para el uso abortivo del Misoprostol, y el intento de reglamentar el acto de aborto en caso de eximentes.
¿Qué garantías entonces nos puede dar el gobierno de que no va a permitir atentar contra la vida de personas inocentes, que se encuentran cerca del final de sus vidas o muy enfermos?
2. El Proyecto menciona el establecimiento de las “comisiones de bioética” relacionándolas con temas vinculados al aborto. “El tema abordado por este proyecto de ley, es un claro y notorio ejemplo de cuestión bioética, como lo son los temas de salud reproductiva y de fertilidad asistida”.
En cuanto a la “salud reproductiva”, está más que demostrado que, según la Organización Mundial de la Salud (OMS) de la ONU, este eufemismo se refiere tanto al aborto químico como quirúrgico, incluyendo la legalización de ambos. Además, los intentos por una significativa parte del Parlamento uruguayo de legalizar el aborto, precisamente bajo el disfraz de “salud reproductiva”, demuestran que la mención de este término por parte del proyecto de ley que nos ocupa es posiblemente favorable a una interpretación abortista del mismo. En todo caso, no hay ninguna garantía que las famosas “comisiones de ética” no estén plagadas de personas favorables a dicha interpretación, como lo ha estado el Parlamento del Uruguay.
En cuanto a la fertilidad asistida, se sabe que la fecundación in vitro (FIVET) comporta la destrucción de incontables embriones humanos. Si el Proyecto se está refiriendo de forma favorable a la FIVET, entonces estamos ante otra razón más para desconfiar de sus famosas “comisiones de bioética”.
Las alternativas éticamente viables a este Proyecto de “Voluntad Anticipada” son: (1) el dejar la decisión acerca de los tratamientos médicos de un paciente terminal en estado de incompetencia a sus familiares, ministros espirituales y los médicos escogidos por ellos o, en caso de que el gobierno persista en su empecinamiento de exigir los “testamentos vitales”, (2) el asegurarse que dichos documentos contengan definiciones bien precisas, garantías absolutas del suministro de tratamientos paliativos y de los cuidados normales, incluyendo el agua y los alimentos por cualquier vía adecuada y un número suficiente de representantes legales, que incluya los familiares, amistades y/o ministros espirituales escogidos previamente por el propio paciente. En ese caso y debido al clima de “cultura” de la muerte imperante hoy en día, en vez de llamarse “testamento vital” o peor aún “voluntad anticipada”, debería llamarse “Testamento para vivir”. Para un abordaje más detallado y completo de este tipo de testamento provida, lllamados “Testamentos para vivir”, remitimos al artículo que lleva ese título que se encuentra en: http://www.vidahumana.org/vidafam/eutanasia/testamentos.html.
Para una exposición completa de nuestro análisis, que incluye las fuentes, visite, en el portal de VHI, http://www.vidahumana.org, la sección sobre la eutanasia, en: http://www.vidahumana.org/vidafam/eutanasia/eutanasia_index.html.
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5. REPÚBLICA DOMINICANA: LOGRAN MOSTRAR LA REALIDAD DEL ABORTO.
Dr. Freddy Contín
En la sesión de vistas públicas que se celebró en el Congreso de nuestro paìs, el Señor nos permitió a todos los grupos provida que asistimos, el poder demostrar primero la unidad de criterios entre nosotros y la presentaciòn de argumentos médicos, jurídicos, éticos, morales y cristianos de peso, que no pudieron rebatir los grupos abortistas. Ellos no esperaban esa gran asistencia de parte de nuestros grupos. El Dr. Gene Antonio logró el permiso para presentar el video "Dura Realidad", lo cual hizo que los grupos feministas proaborto abandonaran la sesión en protesta. Pero, gracias a Dios la Comisión del Congreso permitió su presentación y logramos un buen impacto entre los congresistas, tanto por el video como por las exposiciones. Al final hicimos un sondeo y parece que entre muchos de ellos está el ánimo de rechazar este proyecto de despenalizaciòn.
De todas formas hay una nueva convocatoria para el 22 de agosto a las 10 de la mañana, para concluir con las presentaciones. Les pedimos sus oraciones.
El Dr. Contín es el presidente de la Asociación de Médicos Católicos de la República Dominicana.
Comentarios de Magaly Llaguno,
Directora Ejecutiva de VHI
El vídeo que menciona el Dr. Contin se elaboró especialmente para la República Dominicana, con la ayuda del Profesor Carlos Burgo (nuestro colaborador también en ese país), utilizando la versión original del vídeo "Dura realidad".
En nuestro portal, http://www.vidahumana.org, hay un enlace a dos versiones de ese video elaboradas por Hispanics for Life de EEUU. Nuestra oficina vende el VHS de la version original.
Felicitamos a estos hermanos, incluyendo el gran activista provida norteamericano que reside en República Dominicana con su esposa e hijos, el Dr. Gene de Antonio.
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6. PORTUGAL: LOS MÉDICOS SE NIEGAN A PRACTICAR ABORTOS LEGALES.
Recientemente Portugal legalizó el aborto, pero una proporción significativa de médicos están previniendo a las mujeres para que no recurran al procedimiento, mostrándose como objetores de conciencia.
La nueva ley que autoriza a las mujeres a someterse a abortos durante las primeras 10 semanas de gestación entró en vigencia en julio del 2007. El aborto voluntario también es legal durante las primeras 16 semanas del embarazo en casos de violación, y hasta las 24 semanas si se determina que el feto tiene malformaciones congénitas o una enfermedad incurable.
Un día después que la ley entró en vigor, muy pocas mujeres pusieron fin a sus embarazos: muchos hospitales públicos no pueden ofrecer este servicio porque la mayoría de los médicos rehúsan practicar abortos.
El Ministerio de Salud reconoció esta semana que el recurso de los médicos a la objeción de conciencia ha dejado al Estado atado de manos, y que la única opción que queda en pie para proveer los servicios de aborto estipulados es contratar médicos por fuera del sistema hospitalario.
Vasco Freire, cabeza de Medicos pela Escolha (Médicos para Elegir), uno de los
grupos que trabajó más duramente para aprobar el referéndum, dijo que muchos de sus colegas rehusaron efectuar abortos por motivos morales, «pero en muchos casos su objeción de conciencia se limita a los hospitales estatales y no se aplica en la medicina privada».
La objeción de conciencia por parte de los médicos está contribuyendo a producir retrasos en hospitales de todo el país, donde las mujeres están en listas de espera por órdenes obligatorias de consejería y por exámenes de ultrasonido para determinar el tiempo de gestación, antes de dar una fecha para el procedimiento, el cual puede llevarse a cabo 15 días más tarde.
En Madeira, el archipiélago nor-atlántico que es la región de Portugal más religiosa y conservadora, los sentimientos respecto a la controversia están acrecentándose.
El secretario regional para Asuntos Sociales de Madeira, Francisco Jardim Ramos, dijo que Lisboa «no puede comportarse como un poder colonial e imponer a esta región autónoma una ley que el 64% de la población de Madeira rechazó en el referéndum».
Fuente: Inter Press Service informado en Push Journal el 25/Jul/07
Esta información ha sido traducida y enviada por cortesía de José Arturo Quarracino, Argentina, a quien agradecemos profundamente su valiosísima colaboración.
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7. BOLETINES ANTERIORES: http://www.vidahumana.org/news/prensa_index.html.
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O VERDADEIRO NÚMERO OFICIAL DE MORTES POR ABORTO PROVOCADO
PRESIDENTE LULA, DESISTA DE LEGALIZAR O ABORTO !
Não ao PL 1135/91 que libera o Aborto no Brasil
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"Não são milhares, como afirma Temporão à imprensa, nem
115, 152 ou 156, como foi afirmado pela Ministra Nilcéia
em documento oficial entregue ao CEDAW, mas são 6, 7 e 11
por ano respectivamente em 2002, 2003 e 2004. A fonte é
o Data SUS e o governo Lula sabe disso".
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O Ministro da Saúde mentiu com conhecimento de causa quando, a serviço do governo Lula e para criar um clima favorável à legalização do aborto no Brasil, afirmou no dia 29 de março de 2007 à Folha de São Paulo que milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil por causa do aborto:
"Existe uma ferida aberta na sociedade brasileira", declarou o Ministro, acrescentando imediatamente em seguida que "são milhares de mulheres que morrem todos os anos por fazerem abortos em situações inseguras. É um problema de saúde pública". http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2903200717.htm
O governo brasileiro mentiu também para a ONU ao ser sabatinado em agosto de 2007 pelo Comitê do CEDAW sobre o documento entregue em agosto de 2005 em que o governo Lula reconhecia o aborto como um direito humano. Perguntado sobre a situação no Brasil do aborto provocado pelo Relator Especial do Comitê da ONU, situação que, segundo o Relator,
"obriga muitas mulheres brasileiras a submeter-se em segredo a esta prática, colocando sua vida em perigo, o que supõe negar à mulher o direito à saúde", a delegação brasileira, encabeçada pela Ministra Nilcéia Freire, respondeu que "em 2002, 2003 e 2004 ocorreram 115, 152 e 156 mortes anuais provocadas por abortos, o que faz com que o aborto se constitua na quarta causa de mortalidade materna no Brasil".
[Para assessar o relatório, abra o site http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/39sess.htm, e em seguida clique em Brazil->Responses->Spanish]
Estes números são falsos, e a equipe do governo sabe disso. Segundo o Data Sus, 115, 152 e 156 são o número total de
mortes maternas anuais em 2002, 2003 e 2004 por gestações que terminam em quaisquer tipos de aborto, incluindo aí os abortos espontâneos, as rupturas de gestações tubárias, as molas hidatiformes, os produtos anormais de concepção e os abortos não esclarecidos.
As mortes por falhas de tentativa de aborto provocado, as únicas realmente registradas como tais nos dados do DataSUS, foram, respectivamente nestes anos de 2002, 2003 e 2004, em número de 6, 7 e 11 mortes.
Por que o governo necessita mentir sobre as mortes maternas, multiplicando o número por milhares para o povo e por dezenas para a ONU? Expedientes deste tipo demonstram a fraqueza da argumentação e escondem a existência de outras razões que não convém ao governo mencionar pelas quais deseja-se tanto promover a prática do aborto.
A importância destes dados merece que sejam conferidos. Para conferir os verdadeiros dados do DataSUS, abra o site
www.datasus.gov.br, clique em INFORMAÇÕES DE SAÚDE, depois clique em ESTATÍSTICAS VITAIS -
MORTALIDADE E NASCIDOS VIVOS, depois clique novamente em ÓBITOS MATERNOS - DESDE 1996 e
selecione abaixo deste ítem a opção BRASIL POR REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO. No quadro maior que se abre selecione os seguintes campos:
Em Linha, selecione: CATEGORIA CID 10 [CID significa Código Internacional de Doenças]
Em Coluna, selecione: TIPO CAUSA OBSTÉTRICA
Em Periodo, selecione: 2002 [depois 2003 e 2004]
Em Seleções disponíveis, selecione: GRUPO CID10 -> GRAVIDEZ QUE TERMINA EM ABORTO
O Comitê da ONU, ainda em agosto de 2007, respondeu às falsas respostas da sabatina apresentadas pelo governo brasileiro afirmando, no número 30 de outro documento, que "O Comitê encoraja o governo brasileiro a continuar seus esforços em aumentar o nível de acesso à saúde sexual e reprodutiva, de acordo com a Convenção do CEDAW e as recomendações gerais do Comitê. O Comitê recomenda ainda que o governo brasileiro apresse a revisão da legislação que criminaliza o aborto com o objetivo de abolir as medidas punitivas impostas sobre as mulheres que se submetem ao aborto provocado, de acordo com as recomendações gerais deste Comitê e a Plataforma de Ação de Pequim".
[Para conferir esta resposta da do Comitê do CEDAW, abra o site http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/39sess.htm, e clique em Brazil->Concluding Comments->English]
*****
PRESIDENTE LULA, DESISTA DE LEGALIZAR O ABORTO !
Não ao PL 1135/91 que libera o Aborto no Brasil
========================================================
"Não são milhares, como afirma Temporão à imprensa, nem
115, 152 ou 156, como foi afirmado pela Ministra Nilcéia
em documento oficial entregue ao CEDAW, mas são 6, 7 e 11
por ano respectivamente em 2002, 2003 e 2004. A fonte é
o Data SUS e o governo Lula sabe disso".
========================================================
O Ministro da Saúde mentiu com conhecimento de causa quando, a serviço do governo Lula e para criar um clima favorável à legalização do aborto no Brasil, afirmou no dia 29 de março de 2007 à Folha de São Paulo que milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil por causa do aborto:
"Existe uma ferida aberta na sociedade brasileira", declarou o Ministro, acrescentando imediatamente em seguida que "são milhares de mulheres que morrem todos os anos por fazerem abortos em situações inseguras. É um problema de saúde pública". http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2903200717.htm
O governo brasileiro mentiu também para a ONU ao ser sabatinado em agosto de 2007 pelo Comitê do CEDAW sobre o documento entregue em agosto de 2005 em que o governo Lula reconhecia o aborto como um direito humano. Perguntado sobre a situação no Brasil do aborto provocado pelo Relator Especial do Comitê da ONU, situação que, segundo o Relator,
"obriga muitas mulheres brasileiras a submeter-se em segredo a esta prática, colocando sua vida em perigo, o que supõe negar à mulher o direito à saúde", a delegação brasileira, encabeçada pela Ministra Nilcéia Freire, respondeu que "em 2002, 2003 e 2004 ocorreram 115, 152 e 156 mortes anuais provocadas por abortos, o que faz com que o aborto se constitua na quarta causa de mortalidade materna no Brasil".
[Para assessar o relatório, abra o site http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/39sess.htm, e em seguida clique em Brazil->Responses->Spanish]
Estes números são falsos, e a equipe do governo sabe disso. Segundo o Data Sus, 115, 152 e 156 são o número total de
mortes maternas anuais em 2002, 2003 e 2004 por gestações que terminam em quaisquer tipos de aborto, incluindo aí os abortos espontâneos, as rupturas de gestações tubárias, as molas hidatiformes, os produtos anormais de concepção e os abortos não esclarecidos.
As mortes por falhas de tentativa de aborto provocado, as únicas realmente registradas como tais nos dados do DataSUS, foram, respectivamente nestes anos de 2002, 2003 e 2004, em número de 6, 7 e 11 mortes.
Por que o governo necessita mentir sobre as mortes maternas, multiplicando o número por milhares para o povo e por dezenas para a ONU? Expedientes deste tipo demonstram a fraqueza da argumentação e escondem a existência de outras razões que não convém ao governo mencionar pelas quais deseja-se tanto promover a prática do aborto.
A importância destes dados merece que sejam conferidos. Para conferir os verdadeiros dados do DataSUS, abra o site
www.datasus.gov.br, clique em INFORMAÇÕES DE SAÚDE, depois clique em ESTATÍSTICAS VITAIS -
MORTALIDADE E NASCIDOS VIVOS, depois clique novamente em ÓBITOS MATERNOS - DESDE 1996 e
selecione abaixo deste ítem a opção BRASIL POR REGIÃO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO. No quadro maior que se abre selecione os seguintes campos:
Em Linha, selecione: CATEGORIA CID 10 [CID significa Código Internacional de Doenças]
Em Coluna, selecione: TIPO CAUSA OBSTÉTRICA
Em Periodo, selecione: 2002 [depois 2003 e 2004]
Em Seleções disponíveis, selecione: GRUPO CID10 -> GRAVIDEZ QUE TERMINA EM ABORTO
O Comitê da ONU, ainda em agosto de 2007, respondeu às falsas respostas da sabatina apresentadas pelo governo brasileiro afirmando, no número 30 de outro documento, que "O Comitê encoraja o governo brasileiro a continuar seus esforços em aumentar o nível de acesso à saúde sexual e reprodutiva, de acordo com a Convenção do CEDAW e as recomendações gerais do Comitê. O Comitê recomenda ainda que o governo brasileiro apresse a revisão da legislação que criminaliza o aborto com o objetivo de abolir as medidas punitivas impostas sobre as mulheres que se submetem ao aborto provocado, de acordo com as recomendações gerais deste Comitê e a Plataforma de Ação de Pequim".
[Para conferir esta resposta da do Comitê do CEDAW, abra o site http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/39sess.htm, e clique em Brazil->Concluding Comments->English]
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Em defesa da vida
Dom Eugênio Sales,
arcebispo emérito do Rio
Opinião l Al |
JORNAL DO BRASIL
SÁBADO, l ° DE SETEMBRO DE 200?!
COM O INTUITO DE DAR MAIS UM PASSO em favor do aborto, grupos organizados, através do Legislativo, reacendem a luta para eximir do crime de homicídio a quem retira a vida de um ser humano: morte de embriões indefesos. Dá-se lugar a uma falsa laicidade para negar à Igreja e seus fiéis o direito de combater pelo sagrado dever de defender a vida, de modo especial dos nascituros, e denunciar o falso direito de sacrificar o feto, alegando o eventual risco da mãe ou deformação do nascituro. A sociedade brasileira e suas tradições estão aterrorizadas por interpretações inaceitáveis. Um sacerdote, que, no cumprimento de sua missão pastoral, b'usca, por meios pacíficos, evitar a morte de um ser, é ameaçado de prisão. Um outro o é também por ter denominado de abortista a quem faz o aborto. Acusa-se a Igreja de intromissão indevida em pretensos assuntos que seriam privativos do Estado.
O Concílio Vaticano II, na Constituição Gaudium et spes (n° 76), diz: "A Igreja que, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é, ao mesmo tempo, o sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa humana. Cada uma, comunidade política e Igreja, são independentes e autónomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem à vocação pessoal e social dos mesmos homens. E tanto mais eficazmente exercitarão este serviço para bem de todos, quanto melhor cultivarem, entre si, uma sã cooperação, tendo igualmente em conta as circunstâncias de lugar e tempo". Por ocasião do centenário, na França, da lei de separação entre Igreja e Estado, datada de 1905, o papa João Paulo II dirigiu uma carta aos bispos da França. Comentava o restabelecimento diplomático entre o Vaticano e aquele país. O Estado é leigo, mas é composto de seres humanos que devem seguir sua consciência, formada por princípios, fundamentados na lei natural. E, se membros da Igreja, também na lei divina. Esse ensinamento de Jesus, o cristão o preserva até o fim dos tempos. Quando existe um respeito mútuo, há a "legítima e sadia laicidade" que não se confunde com "um tipo de laicismo ideológico ou de separação hostil entre as instituições civis e as confissões religiosas" (Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, n° 117). Uma valiosa contribuição a esse assunto, encontramos no discurso ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, por ocasião da tradicional apresentação de bons votos para o Ano Novo, a 12 de janeiro de 2004. Dizia o santo padre João Paulo II aos embaixadores: "O princípio da laicidade, é em si mesmo legítimo quando é compreendida como distinção entre a comunidade política e as religiões. Todavia, distinção não quer dizer ignorância! Laicidade não é laicismo! Ela não é senão o respeito por todos os credos por parte do Estado, que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação. Pelo contrário, as relações Igre-ja-Estado podem e devem dar lugar a um diálogo respeitoso, por- tador de experiências e de valores fecundos para o futuro de uma nação. Um diálogo sadio entre o Estado e instituições religiosas não são concorrentes, mas colaboradores, e pode, sem dúvida, favorecer o desenvolvimento integral da pessoa humana e a harmonia da sociedade".
Acusa-se a Igreja de intromissão indevida em pretensos assuntos que seriam privativos do Estado
Para facilitar a compreensão, tomemos um caso concreto, hoje vivido em nosso país. Pela legislação vigente, promover aborto constitui um crime. Pelas leis da Igreja, quem assim procede, comete uma falta grave que acarreta a excomunhão da comunidade eclesial, também para os coopera-dores do aborto. No Brasil, há separação entre Igreja e Estado. O Estado como tal é leigo, mas não é laicista. Assim o cidadão deve seguir sua consciência, formada pêlos ensinamentos de Jesus que foram confiados ao Magistério Eclesial.
A Igreja na sua missão não está sujeita ao Estado. A Congregação para a Doutrina da Fé em sua JVotó doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, de 24 de novembro de 2002 diz: "A Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, ao invés - como é sua função própria - instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. Assim o ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada país. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência de cada fiel leigo, no interior da sua consciência, que é única e unitária". Insiste que não há na vida dois caminhos paralelos, um da chamada "vida espiritual", outro da "vida secular", ou seja, família, trabalho, empenho político e cultura. A consciência é formada à luz do Evangelho.
Um Estado leigo, mas não laicista, tem um diálogo sadio com todos os credos religiosos e assegura o bem-estar de uma nação. O discurso do papa João Paulo II ao embaixador do México junto à Santa à Sé, Javier Moctezuma Barragán, a 24 de fevereiro de 2004 traz luzes a essa matéria: "Não se deve ceder às pretensões de quem, amparando-se em uma errónea concepção do princípio de separação Igreja-Estado e no caráter do Estado, tenta reduzir a religião à esfera meramente privada do indivíduo".
Concluo com as palavras do papa Bento XVI no discurso ao novo embaixador do México junto à Santa Sé, a 23 de setembro de 2005: "Em um Estado leigo são os cidadãos que, no exercício de sua liberdade, dão um determinado sentido religioso à vida social". (...) "Um Estado moderno há de servir e proteger a liberdade dos cidadãos e também a prática religiosa que eles elejam sem nenhum tipo de restrição ou coação".
Dom Eugênio Sales,
arcebispo emérito do Rio
Opinião l Al |
JORNAL DO BRASIL
SÁBADO, l ° DE SETEMBRO DE 200?!
COM O INTUITO DE DAR MAIS UM PASSO em favor do aborto, grupos organizados, através do Legislativo, reacendem a luta para eximir do crime de homicídio a quem retira a vida de um ser humano: morte de embriões indefesos. Dá-se lugar a uma falsa laicidade para negar à Igreja e seus fiéis o direito de combater pelo sagrado dever de defender a vida, de modo especial dos nascituros, e denunciar o falso direito de sacrificar o feto, alegando o eventual risco da mãe ou deformação do nascituro. A sociedade brasileira e suas tradições estão aterrorizadas por interpretações inaceitáveis. Um sacerdote, que, no cumprimento de sua missão pastoral, b'usca, por meios pacíficos, evitar a morte de um ser, é ameaçado de prisão. Um outro o é também por ter denominado de abortista a quem faz o aborto. Acusa-se a Igreja de intromissão indevida em pretensos assuntos que seriam privativos do Estado.
O Concílio Vaticano II, na Constituição Gaudium et spes (n° 76), diz: "A Igreja que, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é, ao mesmo tempo, o sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa humana. Cada uma, comunidade política e Igreja, são independentes e autónomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem à vocação pessoal e social dos mesmos homens. E tanto mais eficazmente exercitarão este serviço para bem de todos, quanto melhor cultivarem, entre si, uma sã cooperação, tendo igualmente em conta as circunstâncias de lugar e tempo". Por ocasião do centenário, na França, da lei de separação entre Igreja e Estado, datada de 1905, o papa João Paulo II dirigiu uma carta aos bispos da França. Comentava o restabelecimento diplomático entre o Vaticano e aquele país. O Estado é leigo, mas é composto de seres humanos que devem seguir sua consciência, formada por princípios, fundamentados na lei natural. E, se membros da Igreja, também na lei divina. Esse ensinamento de Jesus, o cristão o preserva até o fim dos tempos. Quando existe um respeito mútuo, há a "legítima e sadia laicidade" que não se confunde com "um tipo de laicismo ideológico ou de separação hostil entre as instituições civis e as confissões religiosas" (Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, n° 117). Uma valiosa contribuição a esse assunto, encontramos no discurso ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, por ocasião da tradicional apresentação de bons votos para o Ano Novo, a 12 de janeiro de 2004. Dizia o santo padre João Paulo II aos embaixadores: "O princípio da laicidade, é em si mesmo legítimo quando é compreendida como distinção entre a comunidade política e as religiões. Todavia, distinção não quer dizer ignorância! Laicidade não é laicismo! Ela não é senão o respeito por todos os credos por parte do Estado, que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação. Pelo contrário, as relações Igre-ja-Estado podem e devem dar lugar a um diálogo respeitoso, por- tador de experiências e de valores fecundos para o futuro de uma nação. Um diálogo sadio entre o Estado e instituições religiosas não são concorrentes, mas colaboradores, e pode, sem dúvida, favorecer o desenvolvimento integral da pessoa humana e a harmonia da sociedade".
Acusa-se a Igreja de intromissão indevida em pretensos assuntos que seriam privativos do Estado
Para facilitar a compreensão, tomemos um caso concreto, hoje vivido em nosso país. Pela legislação vigente, promover aborto constitui um crime. Pelas leis da Igreja, quem assim procede, comete uma falta grave que acarreta a excomunhão da comunidade eclesial, também para os coopera-dores do aborto. No Brasil, há separação entre Igreja e Estado. O Estado como tal é leigo, mas não é laicista. Assim o cidadão deve seguir sua consciência, formada pêlos ensinamentos de Jesus que foram confiados ao Magistério Eclesial.
A Igreja na sua missão não está sujeita ao Estado. A Congregação para a Doutrina da Fé em sua JVotó doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, de 24 de novembro de 2002 diz: "A Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, ao invés - como é sua função própria - instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. Assim o ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada país. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência de cada fiel leigo, no interior da sua consciência, que é única e unitária". Insiste que não há na vida dois caminhos paralelos, um da chamada "vida espiritual", outro da "vida secular", ou seja, família, trabalho, empenho político e cultura. A consciência é formada à luz do Evangelho.
Um Estado leigo, mas não laicista, tem um diálogo sadio com todos os credos religiosos e assegura o bem-estar de uma nação. O discurso do papa João Paulo II ao embaixador do México junto à Santa à Sé, Javier Moctezuma Barragán, a 24 de fevereiro de 2004 traz luzes a essa matéria: "Não se deve ceder às pretensões de quem, amparando-se em uma errónea concepção do princípio de separação Igreja-Estado e no caráter do Estado, tenta reduzir a religião à esfera meramente privada do indivíduo".
Concluo com as palavras do papa Bento XVI no discurso ao novo embaixador do México junto à Santa Sé, a 23 de setembro de 2005: "Em um Estado leigo são os cidadãos que, no exercício de sua liberdade, dão um determinado sentido religioso à vida social". (...) "Um Estado moderno há de servir e proteger a liberdade dos cidadãos e também a prática religiosa que eles elejam sem nenhum tipo de restrição ou coação".
Thursday, August 30, 2007
A Violência Oculta por trás do Aborto
www.lapop.org Boletim N.31, 2007
Estimado amigo:
Os pró-abortistas freqüentemente nos acusam de odiar às mulheres, mas em realidade são eles os que promovem este ódio. Leiia como o setor mais radical a favor do aborto encobre deliberadamente uma agenda de violência despersonalizante contra a mulher.
Steven W. Mosher
Presidente
Era uma manhã fria, ao menos para ser abril em Washington DC. Uma fila de estudantes universitários se encontrava de pé, providos de casacos e chapéus, tirando de seus olhos os traços da má noite. Estávamos em uma calçada que percorre a Rua 16 em Washington, DC, sob a fria sombra de uma grande construção de concreto atrás de nós. Diante de nós, ao outro lado da rua, encontrava-se uma clínica abortista. Começamos a rezar.
Não me sinto capaz de descrever cabalmente o que se experimenta ao rezar frente a uma clínica de aborto e ver mulheres adultas e adolescentes esperando ingressar, algumas delas ainda com a inocência da juventude em seus rostos. Os conselheiros de nossa calçada tratavam de ir com elas para lhes dar consolo, mas não era muito o que podiam fazer antes de que a “segurança da clínica” os detivesse.
Estes “efetivos de segurança”, cujos rostos refletiam o ódio que sentiam por nós, agarravam às mulheres e virtualmente as lançavam com força através da porta da clínica. Em várias ocasiões fui testemunha de como o pessoal de segurança da clínica bloqueava com seus corpos o ingresso dos conselheiros de nossa calçada e colocavam pela força às jovens que havia, virtualmente jogando-as dentro da clínica. Você pode encontrar aqui o enlace a uma nota que descreve muito bem as confrontações que semana a semana ocorrem entre pro-vidas e pro-abortos.
Desafio a todas as pessoas que tenha dificuldade em acreditar o mencionado acima, a dirigir-se à clínica da Rua 16 e ver por si mesmos o que acontece.
O aborto mata dezenas de milhões de bebês cada ano convertendo-se no pior dos atos de violência que se pode perpetrar. Contudo, oculta por trás deste fato transcendental, se encontra outra realidade, uma verdade mais sutil que as estatísticas demonstraram uma e outra vez. Essa verdade é esta: o aborto gera uma cultura de violência contra a mulher, a mesma violência contra a qual pretendem lutar as feministas. sob a fachada de “opção” e de “liberdade reprodutiva” se esconde uma atitude retrógrada contra as crianças, uma atitude de desdém para as mulheres e fundamentalmente uma indiferença pela dignidade da família humana. Isto se manifesta nos gestos de zombaria e na agressão física mostrada pelos efetivos de segurança das clínicas de abortos. O aborto gera uma atmosfera de violência que é o início do fim de nossa cultura.
O aborto mata dezenas de milhões de bebês cada ano. Entretanto, oculta por trás deste fato transcendental, se encontra outra realidade: o aborto gera uma cultura de violência contra a mulher. Segundo David C. Reardon, em seu artigo Aborto e Violência Doméstica, existe “uma importante conexão entre a violência no ventre e a violência no lar”.
A cultura do aborto conduz a uma cultura de conveniência que impulsiona a converter em objetos às mulheres e a uma desvalorização da maternidade. Desta maneira as mulheres se chegam a definir por sua boa disposição para aceitar a opção do aborto, e toda interação com homens se converte em parte de uma luta fundamental por dominar. “O assunto de se estiver bem vender-se ou não aos homens é uma colocação falsa”, afirma-se no livro The New Our Bodies, Ourselves. “O verdadeiro assunto está em como vender-se a se mesmas de forma que seja o menos destrutivo para nós mesmas e para as nossas filhas. As prostitutas não necessitam nossa condescendência, o que precisam é aliar-se conosco. E nós as necessitamos também”.
Esta atitude cínica aparenta defender quase exclusivamente o sexo feminino, mas em realidade, fazem justamente o contrário. Reduzem às mulheres a uma simples opção reprodutiva; um objeto que tem como único propósito lutar contra sua natureza. Recentes estudos mostram que as mulheres, cansadas de ser constantemente alvo dos fornecedores de abortos, rebelaram-se contra o estereótipo que impõe que sua principal prioridade é sempre a saúde reprodutiva. As mulheres são seres humanos, não máquinas de fazer bebês. Quem defende o aborto deveria aprender isto.
A violência gerada pelo aborto leva aos homens a ter uma atitude despreocupada respeito da sexualidade e psicologia feminina, e freqüentemente conduzem a isto. A violência produz nas mulheres sentimentos de culpa e horror incríveis que com freqüência conduzem à divisão do lar e à alienação dos maridos.
A violência produzida por este monstruoso ciclo é desumana e profundamente destrutiva. Leva aos homens a ter uma atitude despreocupada respeito da sexualidade e psicologia feminina, e freqüentemente conduzem à violência. Isto produz nas mulheres sentimentos de culpa e horror incríveis. Ambos os sentimentos com freqüência levam a divisão no lar e à alienação dos maridos, desfazendo o lar e com freqüência colocando o marido contra a esposa. Segundo David C. Reardon, em seu artigo Aborto e Violência Doméstica, existe “uma importante conexão entre a violência no ventre e a violência no lar”. Segundo esta reportagem especializada, “a evidência apóia uma correlação entre o aborto e a violência entre mulheres e homens, ao menos em alguns casais. É tão claramente indiscutível que vai além… pois a violência gera violência”.
A UNFPA chama à violência contra a mulher “o mais dominante e ainda menos reconhecido abuso dos direitos humanos no mundo”. Os que conformamos o PRI concordamos com isto. Porém, percebemos que organizações como a UNFPA e Planned Parenthood são os perpetradores desta violência.
Acreditam que o aborto produz uma cultura de desprezo pelas mulheres, desprezo pela família e desprezo pelo valor da vida humana. A verdadeira violência se acha escondida aí e nas palavras da Madre Teresa, “qualquer país que aceita o aborto não está ensinando a sua gente a amar, pelo contrário está lhes ensinando a fazer uso da violência para conseguir o que eles queiram”.
Colin Mason é o Diretor para a Produção de Comunicações do PRI
Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
(c) 2007 Population Research Institute.
Permissão para reprodução concedida. Redistribuição de forma estendida. Os créditos são necessários.
Para inscrever-se na versão em português do Boletim Semanal envie um email para:
boletin@lapop.org
Nada do que foi escrito aqui deve ser interpretado como uma tentativa de ajudar ou dificultar a aprovação de projetos de lei no Congresso.
O Population Research Institute dedica-se a acabar com os abusos contra os direitos humanos cometidos em nome do planejamento familiar e acabar com os contrários paradigmas sociais e econômicos derivados da mentira da "superpopulação".
Na América Latina pode-se entrar em contato com:
Carlos Polo Samaniego
Diretor do Escritório para a América Latina
E-mail: carlospolo@lapop.org
Telefone: (511) 719-6147
Jhenny Hurtado Oré
Publicações - Escritório para a América Latina
Correo Electrónico: jhenny@lapop.org
www.lapop.org Boletim N.31, 2007
Estimado amigo:
Os pró-abortistas freqüentemente nos acusam de odiar às mulheres, mas em realidade são eles os que promovem este ódio. Leiia como o setor mais radical a favor do aborto encobre deliberadamente uma agenda de violência despersonalizante contra a mulher.
Steven W. Mosher
Presidente
Era uma manhã fria, ao menos para ser abril em Washington DC. Uma fila de estudantes universitários se encontrava de pé, providos de casacos e chapéus, tirando de seus olhos os traços da má noite. Estávamos em uma calçada que percorre a Rua 16 em Washington, DC, sob a fria sombra de uma grande construção de concreto atrás de nós. Diante de nós, ao outro lado da rua, encontrava-se uma clínica abortista. Começamos a rezar.
Não me sinto capaz de descrever cabalmente o que se experimenta ao rezar frente a uma clínica de aborto e ver mulheres adultas e adolescentes esperando ingressar, algumas delas ainda com a inocência da juventude em seus rostos. Os conselheiros de nossa calçada tratavam de ir com elas para lhes dar consolo, mas não era muito o que podiam fazer antes de que a “segurança da clínica” os detivesse.
Estes “efetivos de segurança”, cujos rostos refletiam o ódio que sentiam por nós, agarravam às mulheres e virtualmente as lançavam com força através da porta da clínica. Em várias ocasiões fui testemunha de como o pessoal de segurança da clínica bloqueava com seus corpos o ingresso dos conselheiros de nossa calçada e colocavam pela força às jovens que havia, virtualmente jogando-as dentro da clínica. Você pode encontrar aqui o enlace a uma nota que descreve muito bem as confrontações que semana a semana ocorrem entre pro-vidas e pro-abortos.
Desafio a todas as pessoas que tenha dificuldade em acreditar o mencionado acima, a dirigir-se à clínica da Rua 16 e ver por si mesmos o que acontece.
O aborto mata dezenas de milhões de bebês cada ano convertendo-se no pior dos atos de violência que se pode perpetrar. Contudo, oculta por trás deste fato transcendental, se encontra outra realidade, uma verdade mais sutil que as estatísticas demonstraram uma e outra vez. Essa verdade é esta: o aborto gera uma cultura de violência contra a mulher, a mesma violência contra a qual pretendem lutar as feministas. sob a fachada de “opção” e de “liberdade reprodutiva” se esconde uma atitude retrógrada contra as crianças, uma atitude de desdém para as mulheres e fundamentalmente uma indiferença pela dignidade da família humana. Isto se manifesta nos gestos de zombaria e na agressão física mostrada pelos efetivos de segurança das clínicas de abortos. O aborto gera uma atmosfera de violência que é o início do fim de nossa cultura.
O aborto mata dezenas de milhões de bebês cada ano. Entretanto, oculta por trás deste fato transcendental, se encontra outra realidade: o aborto gera uma cultura de violência contra a mulher. Segundo David C. Reardon, em seu artigo Aborto e Violência Doméstica, existe “uma importante conexão entre a violência no ventre e a violência no lar”.
A cultura do aborto conduz a uma cultura de conveniência que impulsiona a converter em objetos às mulheres e a uma desvalorização da maternidade. Desta maneira as mulheres se chegam a definir por sua boa disposição para aceitar a opção do aborto, e toda interação com homens se converte em parte de uma luta fundamental por dominar. “O assunto de se estiver bem vender-se ou não aos homens é uma colocação falsa”, afirma-se no livro The New Our Bodies, Ourselves. “O verdadeiro assunto está em como vender-se a se mesmas de forma que seja o menos destrutivo para nós mesmas e para as nossas filhas. As prostitutas não necessitam nossa condescendência, o que precisam é aliar-se conosco. E nós as necessitamos também”.
Esta atitude cínica aparenta defender quase exclusivamente o sexo feminino, mas em realidade, fazem justamente o contrário. Reduzem às mulheres a uma simples opção reprodutiva; um objeto que tem como único propósito lutar contra sua natureza. Recentes estudos mostram que as mulheres, cansadas de ser constantemente alvo dos fornecedores de abortos, rebelaram-se contra o estereótipo que impõe que sua principal prioridade é sempre a saúde reprodutiva. As mulheres são seres humanos, não máquinas de fazer bebês. Quem defende o aborto deveria aprender isto.
A violência gerada pelo aborto leva aos homens a ter uma atitude despreocupada respeito da sexualidade e psicologia feminina, e freqüentemente conduzem a isto. A violência produz nas mulheres sentimentos de culpa e horror incríveis que com freqüência conduzem à divisão do lar e à alienação dos maridos.
A violência produzida por este monstruoso ciclo é desumana e profundamente destrutiva. Leva aos homens a ter uma atitude despreocupada respeito da sexualidade e psicologia feminina, e freqüentemente conduzem à violência. Isto produz nas mulheres sentimentos de culpa e horror incríveis. Ambos os sentimentos com freqüência levam a divisão no lar e à alienação dos maridos, desfazendo o lar e com freqüência colocando o marido contra a esposa. Segundo David C. Reardon, em seu artigo Aborto e Violência Doméstica, existe “uma importante conexão entre a violência no ventre e a violência no lar”. Segundo esta reportagem especializada, “a evidência apóia uma correlação entre o aborto e a violência entre mulheres e homens, ao menos em alguns casais. É tão claramente indiscutível que vai além… pois a violência gera violência”.
A UNFPA chama à violência contra a mulher “o mais dominante e ainda menos reconhecido abuso dos direitos humanos no mundo”. Os que conformamos o PRI concordamos com isto. Porém, percebemos que organizações como a UNFPA e Planned Parenthood são os perpetradores desta violência.
Acreditam que o aborto produz uma cultura de desprezo pelas mulheres, desprezo pela família e desprezo pelo valor da vida humana. A verdadeira violência se acha escondida aí e nas palavras da Madre Teresa, “qualquer país que aceita o aborto não está ensinando a sua gente a amar, pelo contrário está lhes ensinando a fazer uso da violência para conseguir o que eles queiram”.
Colin Mason é o Diretor para a Produção de Comunicações do PRI
Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.
(c) 2007 Population Research Institute.
Permissão para reprodução concedida. Redistribuição de forma estendida. Os créditos são necessários.
Para inscrever-se na versão em português do Boletim Semanal envie um email para:
boletin@lapop.org
Nada do que foi escrito aqui deve ser interpretado como uma tentativa de ajudar ou dificultar a aprovação de projetos de lei no Congresso.
O Population Research Institute dedica-se a acabar com os abusos contra os direitos humanos cometidos em nome do planejamento familiar e acabar com os contrários paradigmas sociais e econômicos derivados da mentira da "superpopulação".
Na América Latina pode-se entrar em contato com:
Carlos Polo Samaniego
Diretor do Escritório para a América Latina
E-mail: carlospolo@lapop.org
Telefone: (511) 719-6147
Jhenny Hurtado Oré
Publicações - Escritório para a América Latina
Correo Electrónico: jhenny@lapop.org
Conselho de defesa dos direitos dos GLBTT
Triste notícia!
Rede 3setor - 6 anos - Mais de 6.000 inscritos
http://br.groups.yahoo.com/group/3setor
LEIA em http://www.erikakokay.com.br
Atenciosamente,
Jaques Jesus.
Deputada sugere a criação de um conselho de defesa dos direitos
homossexuais
O Distrito Federal poderá contar com um Conselho Distrital de
Defesa dos Direitos dos LGBTT - Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Transgêneros e Travestis. NA FOTO: Integrantes do movimento LGBT,
deputada Erika Kokay (centro) e o secretário de Justiça, Cidadania e
Direitos Humanos Raimundo Ribeiro (direita)
A proposta, de autoria da deputada Erika Kokay, foi aprovada em
reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Legislativa, nesta quinta-feira (09/08).
Para a presidente da comissão, a criação de um conselho pode
contribuir para que o artigo 5º. da Constituição Federal, que
estabelece que "todos são iguais perante a Lei" seja efetivamente
cumprido. Erika Kokay não tem dúvida de que a instalação de um
conselho fortalecerá a luta contra o preconceito e a discriminação que
ainda prevalece em diversos segmentos da sociedade. Além da
criação do conselho, a deputada Erika Kokay sugeriu, em outra
indicação, que seja constituído um grupo de trabalho para elaborar o
programa Brasília sem Homofobia. Segundo o documento, encaminhado ao
secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, o grupo deverá ser
composto por representantes do governo do Distrito Federal, da Câmara
Legislativa do DF e do Ministério Público do DF. A distrital
ressalta a importância de se implementar políticas públicas no sentido
de assegurar proteção aos homossexuais. Erika justifica a proposta
citando pesquisa realizada em 1999, na Bahia que indica que a cada dois
dias um homossexual é assassinado no Brasil. Patricia Britto
__._,_.___
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A inscrição também pode ser feita enviando um e-mail em branco para:
3setor-subscribe@yahoogrupos.com.br
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OBS: Se você tiver mais de um e-mail, ao enviar, utilize como emissor, o e-mail com o qual está inscrito na Rede. Se utilizar um e-mail diferente o site não reconhecerá a operação.
Contato com a moderação:
3setor-owner@yahoogrupos.com.br
NOME: Rede 3setor
OBJETIVO
Promover o conhecimento, o debate, a divulgação de eventos e compartilhar experiências, entre pessoas e instituições que tenham interesse em questões sociais, tais como: cidadania, projetos sociais e sócio-culturais e ambientais, responsabilidade social, comunicação e marketing na área social.
COMPORTAMENTO
São bem-vindos: dicas de livros, textos, sites, cursos, palestras, seminários e etc, referentes ao tema.
Não são bem-vindas e podem ocasionar a exclusão do emitente, o envio de mensagens que não correspondam ao objetivo da Rede, assim como termos ofensivos.
FUNCIONAMENTO
A Rede é moderada, nem tudo que é enviado é liberado.
Funciona como um jornal com 1 edição diária, os e-mails são liberados em grupo, uma vez ao dia.
As mensagens fora do foco ( puramente pessoais, agressões, fofocas), repetidas, com HTML e assuntos relacionados a administração da Rede não são liberadas.
Os participantes são leitores, correspondentes, comentaristas, articulistas, divulgadores e etc.
Tem mais de 6.000 inscritos de várias partes do Brasil e do exterior.
A Rede não tem HTML nem anexos, as mensagens são leves e sem vírus.
Não existem taxas para participar da Rede, é gratuita.
Triste notícia!
Rede 3setor - 6 anos - Mais de 6.000 inscritos
http://br.groups.yahoo.com/group/3setor
LEIA em http://www.erikakokay.com.br
Atenciosamente,
Jaques Jesus.
Deputada sugere a criação de um conselho de defesa dos direitos
homossexuais
O Distrito Federal poderá contar com um Conselho Distrital de
Defesa dos Direitos dos LGBTT - Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Transgêneros e Travestis. NA FOTO: Integrantes do movimento LGBT,
deputada Erika Kokay (centro) e o secretário de Justiça, Cidadania e
Direitos Humanos Raimundo Ribeiro (direita)
A proposta, de autoria da deputada Erika Kokay, foi aprovada em
reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Legislativa, nesta quinta-feira (09/08).
Para a presidente da comissão, a criação de um conselho pode
contribuir para que o artigo 5º. da Constituição Federal, que
estabelece que "todos são iguais perante a Lei" seja efetivamente
cumprido. Erika Kokay não tem dúvida de que a instalação de um
conselho fortalecerá a luta contra o preconceito e a discriminação que
ainda prevalece em diversos segmentos da sociedade. Além da
criação do conselho, a deputada Erika Kokay sugeriu, em outra
indicação, que seja constituído um grupo de trabalho para elaborar o
programa Brasília sem Homofobia. Segundo o documento, encaminhado ao
secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, o grupo deverá ser
composto por representantes do governo do Distrito Federal, da Câmara
Legislativa do DF e do Ministério Público do DF. A distrital
ressalta a importância de se implementar políticas públicas no sentido
de assegurar proteção aos homossexuais. Erika justifica a proposta
citando pesquisa realizada em 1999, na Bahia que indica que a cada dois
dias um homossexual é assassinado no Brasil. Patricia Britto
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OBJETIVO
Promover o conhecimento, o debate, a divulgação de eventos e compartilhar experiências, entre pessoas e instituições que tenham interesse em questões sociais, tais como: cidadania, projetos sociais e sócio-culturais e ambientais, responsabilidade social, comunicação e marketing na área social.
COMPORTAMENTO
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Os participantes são leitores, correspondentes, comentaristas, articulistas, divulgadores e etc.
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HOMOSSEXUALISMO - Folha de São Paulo
Segundo informações, Dom Robinson recebeu uma "irritada" resposta a carta abaixo.
A homossexualidade não foi retirada do rol de transtornos a serem tratados. Encontra-se no F66, CID 10, documento atual e oficial da OMS, embora parte da estratégia política dos ativistas do movimento pró-homossexualismo falar uma mentira muitas vezes, impondo-a como se fosse verdade para as pessoas acreditarem que a mentira é verdadeira.
----- Original Message -----
From: Secretaria MCZ-IG
To: abraceh@urbi.com.br
Sent: Wednesday, August 22, 2007 11:18 PM
Subject: Folha de São Paulo - 22/08/2007
PAINEL DO LEITOR
HOMOSSEXUALISMO
"Lamentável que o ministro Marco Aurélio Mello ("A igualdade é colorida", "Tendências/Debates", 19/8) deixe o papel arbitral, como ministro do Supremo Tribunal Federal, para fazer a apologia do comportamento moral de pretensos "18 milhões" de homossexuais, cuja dignidade e direitos civis não estão em questionamento e cujas agressões sofridas (assim como aquelas contra os heterossexuais, os gordos ou os baixos) se dão ou em situações de culpabilidade dos opressores ou dos agredidos.
O ministro deve ser cobrado sob suspeição em qualquer julgamento, como sobre o heterofóbico projeto de lei nº.5.003/2001, que impõe pena privativa de liberdade ao cidadão de bem que não aceitar a normalidade do estilo de vida homoerótica.
A retirada do homossexualismo do rol das enfermidades não foi resultado de uma decisão científica, mas do "juridicamente correto". A intolerância dos tolerantes ameaça a paz social e o Estado de Direito.
Exigimos a liberdade de consciência, a defesa da família e o direito de educarmos nossos filhos de acordo com a moral cristã."
DOM ROBINSON CAVALCANTI, bispo diocesano da Diocese do Recife da Igreja Anglicana do Cone Sul da América (Recife, PE).
Secretaria Diocesana Anglicana de Comunicação Social
Segundo informações, Dom Robinson recebeu uma "irritada" resposta a carta abaixo.
A homossexualidade não foi retirada do rol de transtornos a serem tratados. Encontra-se no F66, CID 10, documento atual e oficial da OMS, embora parte da estratégia política dos ativistas do movimento pró-homossexualismo falar uma mentira muitas vezes, impondo-a como se fosse verdade para as pessoas acreditarem que a mentira é verdadeira.
----- Original Message -----
From: Secretaria MCZ-IG
To: abraceh@urbi.com.br
Sent: Wednesday, August 22, 2007 11:18 PM
Subject: Folha de São Paulo - 22/08/2007
PAINEL DO LEITOR
HOMOSSEXUALISMO
"Lamentável que o ministro Marco Aurélio Mello ("A igualdade é colorida", "Tendências/Debates", 19/8) deixe o papel arbitral, como ministro do Supremo Tribunal Federal, para fazer a apologia do comportamento moral de pretensos "18 milhões" de homossexuais, cuja dignidade e direitos civis não estão em questionamento e cujas agressões sofridas (assim como aquelas contra os heterossexuais, os gordos ou os baixos) se dão ou em situações de culpabilidade dos opressores ou dos agredidos.
O ministro deve ser cobrado sob suspeição em qualquer julgamento, como sobre o heterofóbico projeto de lei nº.5.003/2001, que impõe pena privativa de liberdade ao cidadão de bem que não aceitar a normalidade do estilo de vida homoerótica.
A retirada do homossexualismo do rol das enfermidades não foi resultado de uma decisão científica, mas do "juridicamente correto". A intolerância dos tolerantes ameaça a paz social e o Estado de Direito.
Exigimos a liberdade de consciência, a defesa da família e o direito de educarmos nossos filhos de acordo com a moral cristã."
DOM ROBINSON CAVALCANTI, bispo diocesano da Diocese do Recife da Igreja Anglicana do Cone Sul da América (Recife, PE).
Secretaria Diocesana Anglicana de Comunicação Social
Tuesday, August 28, 2007
A INQUISIÇÃO GAY
NOTICIAS GLOBALES, Año X. Número 730, 42/07. Gacetilla nº 853. Buenos Aires, 25 agosto 2007
853) REINO UNIDO-USA: LA INQUISICIÓN GAY (XII). Fuentes: Propias; Life Site 04 y 13-08-07. Por Juan Bacigaluppi
Escuela católica con director homosexual declarado. Persecución y cisma en la iglesia episcopaliana
El arzobispo de Liverpool, Mons. Patrick Nelly, comunicó a los fieles católicos de su arquidiócesis y a los padres de familia del colegio católico St. Cecilia's Primary School que no puede apartar de su cargo al director de la escuela, Charles Coyne, que se registró como “pareja homosexual” con otro profesor del mismo colegio, (The Daily Telegraph, 13-08-07). El escándalo se agrava porque la reunión social posterior se realizó en un salón parroquial. (Recordamos que la asociación católica Caballeros de Colón en Canadá, enfrenta un juicio por “discriminación” por negarse a alquilar un salón para el festejo de una unión lésbica).
Los abogados de la arquidiócesis informaron que debido a la legislación “antidiscriminatoria” llamada Sexual Orientation Regulations (SOR's) impuesta durante el gobierno de Tony Blair, no se pueden tomar medidas contra el director de la escuela católica, aunque su comportamiento atente pública y escandalosamente contra de la doctrina católica. Recordamos que en el Reino Unido las agencias de adopción de la Iglesia han dejado de prestar servicios debido a la misma legislación, ya que se veían obligadas a dar niños en adopción a parejas homosexuales. (Vid. NG 847).
Con respecto al caso Liverpool, según Daily Telegraph “a la posición titubeante de muchos obispos ingleses se enfrentan los padres que exigen definiciones claras”. Life Site entrevistó a Norman Wells, director de UK's Family Education Trust que declaró: “No es irracional que los padres que envían a sus niños a una escuela católica esperen que el director viva según esa fe”.
“No se debe definir a los padres como homófobos irracionales”, continuó Wells, “como a muchos otros ciudadanos les preocupan genuinamente las consecuencias morales y sociales del ‘estilo de vida homosexual’ y quieren que quienes influyen en la vida de sus hijos sean personas que comparten sus valores”.
El caso de Liverpool podría trasformarse en un “caso testigo”. ¿Los fieles y la jerarquía católica están dispuestos a ser llevados ante los tribunales, a poner en juego sus bienes si son sentenciados a pagar multas, o a arriesgar la cárcel?
Persecución y cisma en la iglesia episcopaliana
Según informó el Washington Times (03-08-07), el obispo episcopaliano de Virginia, Peter J. Lee, destituyó de su ministerio a 20 pastores. Éstos -al igual que los exonerados en 2005 (NG 712)- renunciaron a esa confesión protestante en diciembre pasado como consecuencia de la consagración episcopal en 2003 de Gene Robinson, un homosexual declarado, que fue nombrado obispo episcopaliano de New Hampshire.
La sanción tiene un grave trasfondo doctrinal, aunque es puramente formal ya que llega meses después que 11 comunidades y su clero votaran abandonar la confesión episcopaliana y su diócesis de Virginia, para formar una circunscripción independiente, el Distrito Anglicano de Virginia.
“La acción del obispo Lee llega no nos sorprende”, dijo Caleb H. Price, miembro de la asociación evangélica Focus on the Family. “A lo largo de todo el país (USA), diócesis tras diócesis, los obispos revisionistas liberales como Lee están persiguiendo a los ministros y a los laicos que adhieren fielmente a la fe histórica y apostólica”. “El centro del problema no son estos sacerdotes que han abandonado la iglesia episcopaliana, sino Lee y la jerarquía de la iglesia episcopal que han abandonado la fe”.
Es de notar que otras importantes confesiones protestantes como la iglesia Metodista Unida y la iglesia Evangélica Luterana de los Estados Unidos, tomaron medidas opuestas a las adoptadas por la mayoría de la iglesia Episcopal, privando de todas sus funciones al clero homosexual. FIN, 25-08-07
________________________________
NOTICIAS GLOBALES es un boletín de noticias sobre temas que se relacionan con la PROMOCIÓN Y DEFENSA DE LA VIDA HUMANA Y LA FAMILIA. Editor: Pbro. Dr. Juan Claudio Sanahuja; E-mail: noticiasglobales@noticiasglobales.org ; http://www.noticiasglobales.org ;
Citando la fuente y el nombre del autor, se autoriza la reproducción total o parcial de los artículos contenidos en cada número del boletín.
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ACLARACIÓN: A partir de aquí incluye publicidad el distribuidor de los correos. La publicidad colocada NO es responsabilidad de NOTICIAS GLOBALES y escapa a su control.
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NOTICIAS GLOBALES, Año X. Número 730, 42/07. Gacetilla nº 853. Buenos Aires, 25 agosto 2007
853) REINO UNIDO-USA: LA INQUISICIÓN GAY (XII). Fuentes: Propias; Life Site 04 y 13-08-07. Por Juan Bacigaluppi
Escuela católica con director homosexual declarado. Persecución y cisma en la iglesia episcopaliana
El arzobispo de Liverpool, Mons. Patrick Nelly, comunicó a los fieles católicos de su arquidiócesis y a los padres de familia del colegio católico St. Cecilia's Primary School que no puede apartar de su cargo al director de la escuela, Charles Coyne, que se registró como “pareja homosexual” con otro profesor del mismo colegio, (The Daily Telegraph, 13-08-07). El escándalo se agrava porque la reunión social posterior se realizó en un salón parroquial. (Recordamos que la asociación católica Caballeros de Colón en Canadá, enfrenta un juicio por “discriminación” por negarse a alquilar un salón para el festejo de una unión lésbica).
Los abogados de la arquidiócesis informaron que debido a la legislación “antidiscriminatoria” llamada Sexual Orientation Regulations (SOR's) impuesta durante el gobierno de Tony Blair, no se pueden tomar medidas contra el director de la escuela católica, aunque su comportamiento atente pública y escandalosamente contra de la doctrina católica. Recordamos que en el Reino Unido las agencias de adopción de la Iglesia han dejado de prestar servicios debido a la misma legislación, ya que se veían obligadas a dar niños en adopción a parejas homosexuales. (Vid. NG 847).
Con respecto al caso Liverpool, según Daily Telegraph “a la posición titubeante de muchos obispos ingleses se enfrentan los padres que exigen definiciones claras”. Life Site entrevistó a Norman Wells, director de UK's Family Education Trust que declaró: “No es irracional que los padres que envían a sus niños a una escuela católica esperen que el director viva según esa fe”.
“No se debe definir a los padres como homófobos irracionales”, continuó Wells, “como a muchos otros ciudadanos les preocupan genuinamente las consecuencias morales y sociales del ‘estilo de vida homosexual’ y quieren que quienes influyen en la vida de sus hijos sean personas que comparten sus valores”.
El caso de Liverpool podría trasformarse en un “caso testigo”. ¿Los fieles y la jerarquía católica están dispuestos a ser llevados ante los tribunales, a poner en juego sus bienes si son sentenciados a pagar multas, o a arriesgar la cárcel?
Persecución y cisma en la iglesia episcopaliana
Según informó el Washington Times (03-08-07), el obispo episcopaliano de Virginia, Peter J. Lee, destituyó de su ministerio a 20 pastores. Éstos -al igual que los exonerados en 2005 (NG 712)- renunciaron a esa confesión protestante en diciembre pasado como consecuencia de la consagración episcopal en 2003 de Gene Robinson, un homosexual declarado, que fue nombrado obispo episcopaliano de New Hampshire.
La sanción tiene un grave trasfondo doctrinal, aunque es puramente formal ya que llega meses después que 11 comunidades y su clero votaran abandonar la confesión episcopaliana y su diócesis de Virginia, para formar una circunscripción independiente, el Distrito Anglicano de Virginia.
“La acción del obispo Lee llega no nos sorprende”, dijo Caleb H. Price, miembro de la asociación evangélica Focus on the Family. “A lo largo de todo el país (USA), diócesis tras diócesis, los obispos revisionistas liberales como Lee están persiguiendo a los ministros y a los laicos que adhieren fielmente a la fe histórica y apostólica”. “El centro del problema no son estos sacerdotes que han abandonado la iglesia episcopaliana, sino Lee y la jerarquía de la iglesia episcopal que han abandonado la fe”.
Es de notar que otras importantes confesiones protestantes como la iglesia Metodista Unida y la iglesia Evangélica Luterana de los Estados Unidos, tomaron medidas opuestas a las adoptadas por la mayoría de la iglesia Episcopal, privando de todas sus funciones al clero homosexual. FIN, 25-08-07
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PRESIDENTE LULA, DESISTA DE LEGALIZAR O ABORTO !
Não ao PL 1135/91 que libera o Aborto no Brasil
28/08/2007 (Porto Alegre) - Reunião preparatória para Formação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no RS
- Horário: 13:30hrs
- Local: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - Porto Alegre - RS
Maiores Informações: mdv@defesadavida.com.br (51) 9139-9436
29/08/2007 (Brasília) - II Audiência Pública sobre o Aborto - Projeto de Lei 1135/91 que suprime do Código Penal Brasileiro os artigos 124, 126, 127 e 128
- Horário: 09:30hrs
- Local: Câmara dos Deputados - Comissão de Seguridade Social e Família - Brasília - DF
- Participação: Gisela Zilsch - advogada membro da Comissão de Defesa da República e da democracia da OAB/SP (pró-vida)
Cláudio Fonteles - sub-Procurador Geral da República (pró-vida)
Maria José Rosado - coordenadora da ONG Católicas pelo Direito a Decidir (pró-aborto)
Daniel Sarmento - professor de Direito Constitucional da UERJ (pró-aborto)
Maiores Informações: www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/495865.htm
30/08/2007 (SãoSebastião do Caí) - Palestra Paternidade Responsável e o Direito à Vida
- Horário: 20:00hrs
- Local: Paróquia Nossa Senhora da Conceição - São Sebatião do Caí - RS
- Palestrantes: Joice e Jerson Garcia
Maiores Informações: (51) 3635-1012
31/08/2007 (São Paulo) - Entrevista Quem Financia e Quem se Beneficia com a Legalização do Aborto
- Horário: 20:00hrs
- Local: Programa Frente a Frente - TV Rede Vida - São Paulo - SP
- Participação: Prof. Hermes Rodrigues Nery - coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté
Maiores Informações: hrneryprovida@uol.com.br
01 e 02/09/2007 (São Leopoldo) - I Workshop sobre Gestação e Aborto
- Horário: 08:00hrs às 18:00hrs
- Local: IPPDH - Av João Correa, 191 - São Leopoldo - RS
- Organização: IPPDH - Instituto de Psicologia e Pesquisa no Desenvolvimento Humano - São Leopoldo - RS
Necessário inscrição
Maiores Informações: (51) 3592-3787 (51) 9989-6890 ippdh@uol.com.br
02/09/2007 (Olinda) - Simpósio Aborto e o Direito à Vida
- Horário: 14:00hrs
- Local: Centro Espírita Irmã Angélica - Rio Doce - Olinda - PE
- Palestrante: Ricardo Brasil
- Organização: AJA - Associação Jamais Abortar Amigos da Vida
Maiores Informações: ricardo_brasil_434@hotmail.com
08 e 09/09/2007 (Rio de Janeiro) - Assembléia Anual da Associação Mulheres pela Vida
- Horário: 14:00hrs às 18:00hrs
- Local: Rua Humaitá, 172 - Rio de Janeiro - RJ
Maiores Informações: dorisprovida@ig.com.br
IMPORTANTE --> mantenha-nos informado de todas as atividades pró-vida em sua cidade ou que tenha conhecimento... Queremos disponibilizar esta agenda semanalmente em nossa site ( www.defesadavida.com.br )...
Desde já a Vida agradece...
VIDA E PAZ PARA TODOS...
MDV - Movimento em Defesa da Vida - mdv@defesadavida.com.br
Jerson L. F. Garcia - joicejerson@defesadavida.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
1981/2007 - 26 anos em Defesa da Vida
"Defenda a Vida desde a sua concepção" - clique www.defesadavida.com.br
08/OUTUBRO - DIA NACIONAL PELO DIREITO À VIDA
__._,_.___
***
*** MDV - MOVIMENTO EM DEFESA DA VIDA - www.defesadavida.com.br
***
*** Presidente Lula, DESISTA de legalizar o Aborto no Brasil
***
*** Defenda a vida desde a sua concepção
***
Não ao PL 1135/91 que libera o Aborto no Brasil
28/08/2007 (Porto Alegre) - Reunião preparatória para Formação da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no RS
- Horário: 13:30hrs
- Local: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - Porto Alegre - RS
Maiores Informações: mdv@defesadavida.com.br (51) 9139-9436
29/08/2007 (Brasília) - II Audiência Pública sobre o Aborto - Projeto de Lei 1135/91 que suprime do Código Penal Brasileiro os artigos 124, 126, 127 e 128
- Horário: 09:30hrs
- Local: Câmara dos Deputados - Comissão de Seguridade Social e Família - Brasília - DF
- Participação: Gisela Zilsch - advogada membro da Comissão de Defesa da República e da democracia da OAB/SP (pró-vida)
Cláudio Fonteles - sub-Procurador Geral da República (pró-vida)
Maria José Rosado - coordenadora da ONG Católicas pelo Direito a Decidir (pró-aborto)
Daniel Sarmento - professor de Direito Constitucional da UERJ (pró-aborto)
Maiores Informações: www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/495865.htm
30/08/2007 (SãoSebastião do Caí) - Palestra Paternidade Responsável e o Direito à Vida
- Horário: 20:00hrs
- Local: Paróquia Nossa Senhora da Conceição - São Sebatião do Caí - RS
- Palestrantes: Joice e Jerson Garcia
Maiores Informações: (51) 3635-1012
31/08/2007 (São Paulo) - Entrevista Quem Financia e Quem se Beneficia com a Legalização do Aborto
- Horário: 20:00hrs
- Local: Programa Frente a Frente - TV Rede Vida - São Paulo - SP
- Participação: Prof. Hermes Rodrigues Nery - coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté
Maiores Informações: hrneryprovida@uol.com.br
01 e 02/09/2007 (São Leopoldo) - I Workshop sobre Gestação e Aborto
- Horário: 08:00hrs às 18:00hrs
- Local: IPPDH - Av João Correa, 191 - São Leopoldo - RS
- Organização: IPPDH - Instituto de Psicologia e Pesquisa no Desenvolvimento Humano - São Leopoldo - RS
Necessário inscrição
Maiores Informações: (51) 3592-3787 (51) 9989-6890 ippdh@uol.com.br
02/09/2007 (Olinda) - Simpósio Aborto e o Direito à Vida
- Horário: 14:00hrs
- Local: Centro Espírita Irmã Angélica - Rio Doce - Olinda - PE
- Palestrante: Ricardo Brasil
- Organização: AJA - Associação Jamais Abortar Amigos da Vida
Maiores Informações: ricardo_brasil_434@hotmail.com
08 e 09/09/2007 (Rio de Janeiro) - Assembléia Anual da Associação Mulheres pela Vida
- Horário: 14:00hrs às 18:00hrs
- Local: Rua Humaitá, 172 - Rio de Janeiro - RJ
Maiores Informações: dorisprovida@ig.com.br
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Desde já a Vida agradece...
VIDA E PAZ PARA TODOS...
MDV - Movimento em Defesa da Vida - mdv@defesadavida.com.br
Jerson L. F. Garcia - joicejerson@defesadavida.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
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Lei da Mordaça - Projeto pretende pôr na cadeia quem fala mal do homossexualismo
Élidi Miranda
Em meados de março, enquanto o Brasil inteiro discutia quando, finalmente, o jogador Romário faria seu milésimo gol, outro debate, bem menos acalorado, mas envolvendo a violação do direito de alguns milhões de brasileiros, acontecia quase silencioso em uma das comissões do Senado Federal.
A comissão era a de Direitos Humanos (CDH) e o projeto de lei em questão o PL 5003B/2001, que, no Senado, ganhou a numeração 122/2006.Nascido na Câmara pelas mãos da então deputada Iara Bernardes (PT-SP), foi aprovado naquela casa no apagar das luzes da última legislatura – mais precisamente no dia 23 de novembro de 2006 - com um pequeníssimo quorum.
O projeto, mais conhecido como Lei da Homofobia, prevê justa punição de indivíduos violentos e insanos que se sentem no direito de insultar ou molestar outros cidadãos apenas em função da sua raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero -, embora o Código Penal já o faça há muito tempo. Entretanto, possui alguns pontos polêmicos, inclusive inconstitucionais.
Seu artigo 20, por exemplo, estabelece como crime o praticar, induzir ou incitar a discriminação, envolvendo a prática de qualquer ação violenta, constrangedora, intimatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Trocando em miúdos, o que esse artigo quer dizer é que qualquer brasileiro será considerado um criminoso se criticar ou manifestar-se contrário à prática da homossexualidade.
O projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião, que é uma das formas mais execráveis de opressão. [...] O direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado, observou o jurista Célio Borja, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), no artigo intitulado A liberdade de pensar e julgar a homofobia.
Sobre o mesmo ponto do projeto de lei, o filósofo e escritor Olavo de Carvalho escreveu em sua coluna no Jornal do Brasil de 29 de março de 2007: O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior às críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autodenominaram deuses.
Campanha na Internet
Na opinião de alguns juristas, o projeto pode abrir precedentes jurídicos perigosos. Quem se o próximo passo não será proibir a utilização da Bíblia, já que, em uma passagem, São Paulo recrimina a conduta de homens que se deitam com homens? [...] É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – o homossexualismo é uma virtude – e proibindo qualquer oposição a essa “verdade” (sob pena de prisão), nada importando que a posição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso, afirma o promotor de Justiça, Cláudio da Silva Leiria, em artigo publicado no site Ponto Jurídico.
Para o advogado evangélico Zenóbio Fonseca, o projeto entra em conflito direto com os princípios irrevogáveis de garantia às liberdade de pensamento, de consciência e de religião expressos no Artigo 5º da Constituição Federal e, por isso, deveria ser sumariamente arquivado.
“À luz do artigo 20, parágrafo 5º do projeto de lei, as pessoas que pregarem a Bíblia – valores éticos, morais, filosóficos ou psicológicos – poderão ser enquadrados e penalizados pela lei anti-homofobia. O fato é tão cristalino que já existe, no Brasil, psicólogo evangélico sendo processado por ajudar pessoas, em crise emocional, a deixarem a vivência da homossexualidade. Estamos a um passo de uma possível perseguição religiosa por expressar a fé e seus valores genuínos”, analisa o advogado, um dos responsáveis pela campanha deflagrada pela Internet, no mês de março, que mobilizou centenas – talvez milhares – de evangélicos e outros cristãos do Brasil contra a aprovação do projeto na CDH do Senado.
Seu artigo A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs, amplamente divulgado via mensagem de correio eletrônico, ajudou a despertar cristãos e lideranças evangélicas para a tramitação do projeto que corria praticamente à surdina. A campanha incentivava os cidadãos a escreverem e-mails e telefonarem aos gabinetes dos senadores alertando para a gravidade da matéria que seria votada na CDH no dia 15 de março.
Não é possível mensurar todo o alcance do movimento, mas o fato é que, no dia marcado para a votação do projeto na comissão, sua relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) – que dera parecer favorável à redação do texto -, pediu a retirada da matéria da pauta para que a comissão pudesse analisá-la melhor.
“Isso ocorreu em razão de diversas manifestações da sociedade que chegaram ao meu gabinete e também aos dos senadores membros da CDH. Foram manifestações que tratavam de diversos artigos do projeto. Então, pedi a retirada para dar a oportunidade às pessoas, inclusive senadores que não são membros da CDH, de apresentarem suas sugestões”, explica Fátima Cleide.
Para o escritor evangélico Júlio Severo, autor do livro O movimento homossexual (Editora Betânia) e um dos responsáveis por deflagrar a campanha dos e-mails, a participação dos cristãos foi decisiva nesse processo.
“A mobilização evangélica, com e-mails e telefonemas, ajudou a provocar uma pausa necessária. A partir do momento em que um alerta sério é veiculado pela internet, espalham-se as fagulhas, o fogo cresce e ninguém tem controlo sobre o incêndio. Muitos evangélicos e católicos estão se mobilizando contra o projeto anti-homofobia por perceberem que as implicações, cedo ou tarde, atingirão em cheio sua liberdade de expressar o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo e também sua liberdade de tratar o homossexualismo do jeito que a Bíblia trata.”
Caminho perigoso
Depois de retirado da pauta da CDH, o projeto passou a se analisado por um Grupo de Trabalho (GT), composto por alguns parlamentares. Os senadores Flávio Arns (PT-PR), Gilvam Borges (PMDB-AP), Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), integrantes do GT, foram procurados por nossa reportagem, mas somente Torres e Crivella responderam às perguntas da redação.
Para o senador Marcelo Crivella, o projeto de lei conduz a sociedade a um caminho perigoso. “Antigamente, homossexualismo era uma coisa escondida. Depois, passou a ser tolerável. Hoje é enaltecido. Com esse projeto, passa a ser protegido até de críticas. Temo que um dia se torne obrigatório”, ironiza o senador.
Segundo Crivella, seu trabalho no GT consistia em tentar conscientizar seus colegas da inconstitucionalidade da matéria, por não respeitar o direito de opinião de quem é contrário ao homossexualismo e por poder interferir em questões de fé. “É inaceitável que uma lei proíba um sacerdote, seja católico ou protestante, de pregar do púlpito que o homossexualismo é pecado.
É inaceitável também, que a lei tente interferir no direito de uma congregação de afastar um padre ou pastor, que, optando pelo homossexualismo, contrarie os princípios pelos quais se apóia a convenção religiosa daquela igreja”. Seu colega Demóstenes Torres discorda.
“O que o projeto de lei busca proibir é a discriminação à pessoa. O entendimento religioso de censura acerca de determinada prática ou condição não será considerado crime. Condenar o homossexualismo é diferente de condenar (discriminar) o homossexual”, minimiza.
Seja como for, o fato é que os congressistas parecem ter pressa em relação à votação do projeto. O presidente da CDH, senador Paulo Paim, afirmou, segundo nota veiculada em sites dirigidos ao público homossexual, que o PL 122/2006 seria votado em 15 dias a contar da data da instalação do GT (29 de março) com ou sem acordo entre os parlamentares contrários e favoráveis ao texto.
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – para onde as matérias seguem, se aprovadas na CDH – já teria até um esboço de parecer favorável ao projeto de lei recomendando sua aprovação.
Se for aprovado nessas comissões, o projeto será levado ao plenário do Senado. Se não houver modificações, irá à sanção do presidente da República. Até o fechamento desta edição, a matéria permanecia no CDH, mas a julgar pela pressa tão incomum dos parlamentares para aprová-la – tantos outros projetos de lei de interesse nacional levam vários anos nas comissões até serem aprovados -, é possível que, ao ler essa reportagem o leitor já esteja vivendo em um país no qual a liberdade de opinião, de expressão e – quem sabe – de crença, jazam sufocadas pela bandeira do arco-íris.
Fonte: Revista Graça/ Show da Fé, maio de 2007.
www.juliosevero.com.br
Élidi Miranda
Em meados de março, enquanto o Brasil inteiro discutia quando, finalmente, o jogador Romário faria seu milésimo gol, outro debate, bem menos acalorado, mas envolvendo a violação do direito de alguns milhões de brasileiros, acontecia quase silencioso em uma das comissões do Senado Federal.
A comissão era a de Direitos Humanos (CDH) e o projeto de lei em questão o PL 5003B/2001, que, no Senado, ganhou a numeração 122/2006.Nascido na Câmara pelas mãos da então deputada Iara Bernardes (PT-SP), foi aprovado naquela casa no apagar das luzes da última legislatura – mais precisamente no dia 23 de novembro de 2006 - com um pequeníssimo quorum.
O projeto, mais conhecido como Lei da Homofobia, prevê justa punição de indivíduos violentos e insanos que se sentem no direito de insultar ou molestar outros cidadãos apenas em função da sua raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero -, embora o Código Penal já o faça há muito tempo. Entretanto, possui alguns pontos polêmicos, inclusive inconstitucionais.
Seu artigo 20, por exemplo, estabelece como crime o praticar, induzir ou incitar a discriminação, envolvendo a prática de qualquer ação violenta, constrangedora, intimatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Trocando em miúdos, o que esse artigo quer dizer é que qualquer brasileiro será considerado um criminoso se criticar ou manifestar-se contrário à prática da homossexualidade.
O projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião, que é uma das formas mais execráveis de opressão. [...] O direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado, observou o jurista Célio Borja, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), no artigo intitulado A liberdade de pensar e julgar a homofobia.
Sobre o mesmo ponto do projeto de lei, o filósofo e escritor Olavo de Carvalho escreveu em sua coluna no Jornal do Brasil de 29 de março de 2007: O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior às críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autodenominaram deuses.
Campanha na Internet
Na opinião de alguns juristas, o projeto pode abrir precedentes jurídicos perigosos. Quem se o próximo passo não será proibir a utilização da Bíblia, já que, em uma passagem, São Paulo recrimina a conduta de homens que se deitam com homens? [...] É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – o homossexualismo é uma virtude – e proibindo qualquer oposição a essa “verdade” (sob pena de prisão), nada importando que a posição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso, afirma o promotor de Justiça, Cláudio da Silva Leiria, em artigo publicado no site Ponto Jurídico.
Para o advogado evangélico Zenóbio Fonseca, o projeto entra em conflito direto com os princípios irrevogáveis de garantia às liberdade de pensamento, de consciência e de religião expressos no Artigo 5º da Constituição Federal e, por isso, deveria ser sumariamente arquivado.
“À luz do artigo 20, parágrafo 5º do projeto de lei, as pessoas que pregarem a Bíblia – valores éticos, morais, filosóficos ou psicológicos – poderão ser enquadrados e penalizados pela lei anti-homofobia. O fato é tão cristalino que já existe, no Brasil, psicólogo evangélico sendo processado por ajudar pessoas, em crise emocional, a deixarem a vivência da homossexualidade. Estamos a um passo de uma possível perseguição religiosa por expressar a fé e seus valores genuínos”, analisa o advogado, um dos responsáveis pela campanha deflagrada pela Internet, no mês de março, que mobilizou centenas – talvez milhares – de evangélicos e outros cristãos do Brasil contra a aprovação do projeto na CDH do Senado.
Seu artigo A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs, amplamente divulgado via mensagem de correio eletrônico, ajudou a despertar cristãos e lideranças evangélicas para a tramitação do projeto que corria praticamente à surdina. A campanha incentivava os cidadãos a escreverem e-mails e telefonarem aos gabinetes dos senadores alertando para a gravidade da matéria que seria votada na CDH no dia 15 de março.
Não é possível mensurar todo o alcance do movimento, mas o fato é que, no dia marcado para a votação do projeto na comissão, sua relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) – que dera parecer favorável à redação do texto -, pediu a retirada da matéria da pauta para que a comissão pudesse analisá-la melhor.
“Isso ocorreu em razão de diversas manifestações da sociedade que chegaram ao meu gabinete e também aos dos senadores membros da CDH. Foram manifestações que tratavam de diversos artigos do projeto. Então, pedi a retirada para dar a oportunidade às pessoas, inclusive senadores que não são membros da CDH, de apresentarem suas sugestões”, explica Fátima Cleide.
Para o escritor evangélico Júlio Severo, autor do livro O movimento homossexual (Editora Betânia) e um dos responsáveis por deflagrar a campanha dos e-mails, a participação dos cristãos foi decisiva nesse processo.
“A mobilização evangélica, com e-mails e telefonemas, ajudou a provocar uma pausa necessária. A partir do momento em que um alerta sério é veiculado pela internet, espalham-se as fagulhas, o fogo cresce e ninguém tem controlo sobre o incêndio. Muitos evangélicos e católicos estão se mobilizando contra o projeto anti-homofobia por perceberem que as implicações, cedo ou tarde, atingirão em cheio sua liberdade de expressar o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo e também sua liberdade de tratar o homossexualismo do jeito que a Bíblia trata.”
Caminho perigoso
Depois de retirado da pauta da CDH, o projeto passou a se analisado por um Grupo de Trabalho (GT), composto por alguns parlamentares. Os senadores Flávio Arns (PT-PR), Gilvam Borges (PMDB-AP), Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), integrantes do GT, foram procurados por nossa reportagem, mas somente Torres e Crivella responderam às perguntas da redação.
Para o senador Marcelo Crivella, o projeto de lei conduz a sociedade a um caminho perigoso. “Antigamente, homossexualismo era uma coisa escondida. Depois, passou a ser tolerável. Hoje é enaltecido. Com esse projeto, passa a ser protegido até de críticas. Temo que um dia se torne obrigatório”, ironiza o senador.
Segundo Crivella, seu trabalho no GT consistia em tentar conscientizar seus colegas da inconstitucionalidade da matéria, por não respeitar o direito de opinião de quem é contrário ao homossexualismo e por poder interferir em questões de fé. “É inaceitável que uma lei proíba um sacerdote, seja católico ou protestante, de pregar do púlpito que o homossexualismo é pecado.
É inaceitável também, que a lei tente interferir no direito de uma congregação de afastar um padre ou pastor, que, optando pelo homossexualismo, contrarie os princípios pelos quais se apóia a convenção religiosa daquela igreja”. Seu colega Demóstenes Torres discorda.
“O que o projeto de lei busca proibir é a discriminação à pessoa. O entendimento religioso de censura acerca de determinada prática ou condição não será considerado crime. Condenar o homossexualismo é diferente de condenar (discriminar) o homossexual”, minimiza.
Seja como for, o fato é que os congressistas parecem ter pressa em relação à votação do projeto. O presidente da CDH, senador Paulo Paim, afirmou, segundo nota veiculada em sites dirigidos ao público homossexual, que o PL 122/2006 seria votado em 15 dias a contar da data da instalação do GT (29 de março) com ou sem acordo entre os parlamentares contrários e favoráveis ao texto.
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – para onde as matérias seguem, se aprovadas na CDH – já teria até um esboço de parecer favorável ao projeto de lei recomendando sua aprovação.
Se for aprovado nessas comissões, o projeto será levado ao plenário do Senado. Se não houver modificações, irá à sanção do presidente da República. Até o fechamento desta edição, a matéria permanecia no CDH, mas a julgar pela pressa tão incomum dos parlamentares para aprová-la – tantos outros projetos de lei de interesse nacional levam vários anos nas comissões até serem aprovados -, é possível que, ao ler essa reportagem o leitor já esteja vivendo em um país no qual a liberdade de opinião, de expressão e – quem sabe – de crença, jazam sufocadas pela bandeira do arco-íris.
Fonte: Revista Graça/ Show da Fé, maio de 2007.
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