Thursday, October 18, 2007

Como as ativistas pró-aborto analisam a pesquisa do Datafolha
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Aborto: problema moral ou questão política

A Folha de S. Paulo publicou no domingo, 7 de outubro, o caderno especial “Família Brasileira – retrato falado” (acesso exclusivo a assinantes). Em caprichada edição de 74 páginas, a revista trouxe opiniões, valores morais e características da família brasileira hoje, a partir de mais uma pesquisa nacional Datafolha em que foram ouvidas 2093 pessoas com 16 anos ou mais, de 211 municípios. Com uma margem de erro de 2%, o resultado é comparado com pesquisa semelhante feita em 1998, esta considerada pela editoria da Folha como “o mais amplo levantamento sociocomportamental sobre a família brasileira realizado até então”.

A temática é ampla, abarcando principalmente sexualidade, gravidez, aborto, namoro, arranjos familiares, fidelidade, responsabilidade sobre a prole, homossexualidade, uso de drogas e alguns aspectos relacionados a trabalho e renda. O resultado é um panorama que mostra transformações e ambigüidades abrindo muitos campos para discussão, como a distância entre opinião e comportamento, a moral diferenciada frente às mulheres e aos homens, as diferenças de opinião de acordo com o nível de renda e escolaridade.

Selecionamos alguns aspectos para abordar aqui. Comparando os resultados de 1998 e 2007, a edição mostra que cresceu a importância atribuída à religião e que, paradoxalmente, a sociedade brasileira está mais tolerante na sexualidade. Algumas perguntas formuladas na pesquisa exploraram a opinião das pessoas sobre o eventual comportamento de filhos e filhas. O resultado mostra que já não se cobra tanto a virgindade das meninas e diminuiu a rejeição à filha solteira grávida (as duas perguntas feitas apenas com relação às filhas mulheres). Cresceu a tolerância em relação a dormir com o namorado/a em casa, sendo esta liberalidade 11% maior quando se trata dos meninos. Já quanto a sair de casa sem se casar a tolerância aumentou em torno de 5% para filhos e filhas, mantendo-se a mesma discrepância de 12% registrada em 1998 no caso de serem filhos (tolerado por 31%) ou filhas (tolerado por apenas 19%).

Sobre homossexualidade a opinião evoluiu 20 pontos percentuais. Na pergunta “Se você soubesse que um filho homem está namorando um homem, você consideraria um problema muito grave, mais ou menos grave, pouco grave ou não consideraria um problema?” Em 1998, 77% dos entrevistados achavam que essa situação seria “muito grave”. Hoje só 57% teriam essa reação. Se o “problema” ocorresse com uma filha, os níveis de tolerância não se alterariam significativamente: 55% dos entrevistados não achariam “muito grave” se ela namorasse outra garota. No grupo de perguntas sobre o que se considera moralmente aceitável ou errado de forma geral, a média nacional é de 21% de aceitação do comportamento homossexual. Mas a revista aponta a maior tolerância entre pessoas com mais de 20 salários mínimos, segmento em que esta porcentagem sobre para 31%.

Diminuiu o preconceito racial nos namoros, subindo de 76% para 92% o índice de pessoas que não considerariam um problema se o filho namorasse uma pessoa de outra cor. Já com a filha a porcentagem de tolerância está em 85%.

A consulta não apontou mudança significativa na opinião sobre uso da maconha pelo filho ou filha. Houve pequena oscilação nas respostas “muito grave”, sendo que no caso de filhos caiu de 78% para 72%, e no caso das filhas oscilou de 80% para 78%. Mas as opiniões mudam com o recorte de renda: entre as pessoas que ganham mais de 20 salários mínimos são 50% os que hoje consideram muito grave fumar maconha.

O resultado mostra o conservadorismo na opinião sobre mulheres e trabalho. O grupo opinando que as mulheres devem deixar de trabalhar fora para cuidar dos filhos corresponde a 1/3 da amostra (33%), o que é uma porcentagem alta considerando a evolução das opiniões em outros temas e, conforme a própria revista coloca, que 29.2% dos lares são chefiados por mulheres. Mas estes 33% baixam para 19% quando se analisa apenas as respostas do segmento com ensino superior.

Cresceu numa média de 3.5% o julgamento de “muito grave” em cima de certas atitudes de filhos e filhas, como realizar pequenos furtos (dentro e fora de casa), fazer parte da gangue violenta, beber todos os dias, abandonar a escola ou fazer programas com homens para ganhar dinheiro (esta pergunta só foi feita com relação às mulheres com um resultado de 75% de “muito grave” nas duas pesquisas). Entretanto, a intolerância é sempre maior quando se trata das mulheres, chagando a uma variação de 7% como no caso de beber todos os dias, em que, com relação ao filho, a porcentagem de “muito grave” estava em 75% em 1998 e assim permaneceu em 2007, mas com a filha passou de 76% para 82% em 2007.

Aborto ainda uma pedra no sapato - No caso do aborto a questão se acentua. No grupo de perguntas sobre o que se considera moralmente aceitável ou errado, apenas 3% das pessoas entrevistadas opinaram como “moralmente aceitável” a interrupção da gravidez, 6% afirmam não ser essa “uma questão moral” e 87% consideram “moralmente errado”. Este índice cai a 69% para o segmento que recebe mais de R$ 7.600 reais ao mês, uma queda de significativos 18%.

A prática do aborto pelas filhas foi considerada “muito grave” por 61% das pessoas entrevistadas em 1998. Em 2007 esse número subiu 10 pontos percentuais, passando para 71%, com discrepâncias regionais da seguinte ordem: no Sul e Sudeste 69%, no Nordeste 72% e no Norte e Centro-oste 78%. Parece não ter sido considerada a hipótese de medir a reação quando um filho aborta.

Neste tema (assim como na questão mulher e trabalho), a Folha de S.Paulo trouxe a opinião de feministas. Todas consideraram que uma coisa é a opinião e outra a prática no cotidiano, em que “as condições deixam de ser universais e passam a ser circunstanciadas”, segundo depoimento da antropóloga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do Clam.

Para Debora Diniz (antropóloga, professora de bioética da UnB e diretora da ONG Anis), em pesquisas de opinião sobre assuntos de ordem moral as respostas tendem para “um julgamento moral compartilhado, que não necessariamente representa práticas individuais. (…) “Nunca se falou tanto sobre aborto quanto nos últimos anos. Ele passou a ser uma bandeira de afirmação de que lado você está. No confronto, a posição compartilhada dos valores morais se reforça”.

A coordenadora do Prosare, Margareth Arilha, destacou a escolaridade e renda como fatores que alteram as opiniões, sublinhando que a resposta “moralmente errado” foi dada por 90% dos que têm ou cursam ensino fundamental e por 77% dos de ensino superior. Na renda familiar mensal, a diferença foi de 87% (até dez salários mínimos) a 69% (mais de 20). Para ela,

“Ter acesso a um nível maior de informação é fundamental para problematizar esse assunto, que é muito delicado. Está impregnada no imaginário social a idéia de que é um gesto de desamor, egoísta, esquecendo-se de que a mulher que aborta é a mesma que tem filhos”.

Opinião versus conduta: Mulheres de Olho captou reações

Conversamos com Telia Negrão (jornalista e secretária executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos) que fez a seguinte afirmação sobre o resultado das respostas sobre aborto na pesquisa Datafolha:

“É mais fácil fazer declarações morais amplamente aceitas. No entanto, a decisão pela realização da interrupção voluntária da gravidez se dá frente a um fato concreto, como o de decidir sobre levar ou não a gestação até o final. As circunstâncias de uma decisão não raro superam as opiniões da própria mulher. (…) não há espaço sequer para que o julgamento moral ou ético, no campo pessoal, seja considerado, pois essas situações não vêm a público para serem discutidas entre os grupos. No máximo ficam no âmbito familiar”.

Para ela os dados da pesquisa revelam o peso das tradições, capaz de ocultar “problemas sociais gravíssimos”. Lembra que entre as gestações indesejadas na adolescência no Brasil, 30% resultam em abortamento, estando os abortos inseguros entre a segunda e quarta causa de morte materna no país, num quadro que é mais grave nas regiões mais pobres e com menor nível de escolaridade.

Mas a revista não ignora estes dados. Aponta que 250 mil mulheres se internam anualmente por complicações derivadas de abortos espontâneos ou voluntários e que meninas de até 15 anos aparecem com maior peso nos números de mortalidade, respondendo por 14% dos óbitos por aborto.

A pesquisadora Ana Paula Portella (ONG SOS Corpo/ Recife) elogiou o fato da revista ter incluído a fala do Ministério da Saúde, que trouxe relevância à questão de classe. Afinal, diz ela, o aborto é um problema moral pelo qual ninguém quer passar, mas milhares de mulheres pobres vivem esta experiência e as políticas públicas precisam olhar para elas.

A socióloga Fátima Pacheco Jordão tocou no ponto de que esta é uma pesquisa de opinião – área em que por sinal é especialista –, e não de conduta. Assim, posições ideológicas conservadoras não significam que, na prática, as pessoas se movam segundo sua opinião. Para ela, o crescimento da rejeição ao aborto “se deu porque o tema está exposto e a sociedade responde mais sob efeito da censura das opiniões, e de acordo com o ambiente em que estão vivendo, que é conservador”.

Sonia Corrêa, do Observatório Sexualidade e Política, considera que o crescimento dos discursos conservadores é uma tendência global e não apenas nacional, lembrando que antes de 2000 havia mais abertura e vivíamos outra atmosfera. Para ela, o conservadorismo está em alta e relacionado à insegurança frente à violência: “Estamos em guerra, mais intensamente do que há três anos”.

Quanto à diminuição da rejeição à homossexualidade, concorda com a revista que atribui este crescimento à ação do movimento GLBTT:

“Mesmo que o clima seja conservador, a mudança favorável na homossexualidade sugere que não estamos diante de uma rejeição definitiva ou insuperável. As paradas gay reuniam seis mil pessoas e hoje reúne milhões. Isto é sinal de um movimento que está em plena mobilização, e produzindo imagens, imaginário, posições, se engajando com mais facilidade. Está super vivo este movimento”.

Para Ana Paula Portella, há uma questão grave a ser resolvida sobre o aborto no campo da política e do direito. A entrevistada menciona o desafio que está posto para o feminismo considerando a pergunta sobre aborto uma armadilha:

“Nosso desafio é retirar a discussão do plano da moral. O modo como as perguntas são colocadas, o foco da pesquisa, nos deixa muito longe do plano dos direitos e da democratização da sociedade. (…) não dá para negar que o aborto seja uma questão moral. Trata-se, sim, de uma questão moral, diretamente vinculada à liberdade individual e à garantia do direito de exercê-la. Também não dá para dizer que não é grave! Justamente por isso queremos a legalização: porque é um problema, porque incomoda, porque provoca dor e sofrimento. A legalização e a segurança dos procedimentos podem reduzir tudo isso, criar condições para que esta situação grave seja vivida de outra forma. Ou seja, dizer que é moralmente errado e grave não nos aproxima do problema, ao contrário, afasta o olhar da realidade concreta das mulheres”.

Lacunas metodológicas

No site do Observatório da Imprensa, o jornalista Alberto Dines escreveu sobre o caderno especial da Folha sugerindo ser uma “grande sopa de números enganosos e inexatos” que carece de proximidade com a realidade. Queixa-se de que a matéria não aponta que tendência se pode extrair da quantidade de dados coletados, e indaga “onde estão os 62% que não acham moralmente errado o sexo fora do casamento?”

Mais ou menos na mesma direção, Sonia Corrêa disse que há enigmas não explicados, e deu o exemplo da tabela que trata do que é considerado mais importante no casamento (fidelidade, amor, honestidade etc).

Somente 2% dizem que a vida sexual satisfatória é a coisa mais importante no casamento. Entretanto, 38% colocam a fidelidade em primeiro lugar. Seria então uma fidelidade em relação a quê? Este seria um ponto a merecer maior avaliação. Para Corrêa, a pesquisa é interessante, mas as perguntas requereriam uma metodologia de pesquisa fina para achar um resultado mais perto da experiência real. Ela considera que faltou explicitar aspectos metodológicos como, por exemplo, em que circunstâncias foram feitas as perguntas: em casa, na rua, no trabalho?

Mais democracia, maior aceitação ao aborto

Para Telia Negrão, o debate sobre o aborto só se legitima “sob o viés da democracia ou da justiça de gênero”. Ou seja, manter a discussão no campo moral já seria uma premissa equivocada. “Discutir o aborto sob concepções morais que inclui as mulheres como sujeitas dessa decisão”, afirma ela.

Sobre o aspecto da ligação entre direito ao aborto e democracia, vale à pena explorar a análise noticiada pela jornalista Daniela Lot, no ComCiência (11/10). A repórter relata análise feita pela cientista política Rachel Meneguello (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp) sobre os dados do latinobarômetro (2006). Rachel mostra que há uma correspondência entre a percepção dos indivíduos sobre a democracia e a aceitação do aborto. Pelo exemplo do Uruguai, onde a percepção sobre a democracia se mostrou maior, a aceitação do aborto também foi mais alta do que nos outros países observados (Brasil entre eles).

Reações de leitores

Ao longo da semana, apenas duas das cartas de leitor publicadas pela Folha trataram do caderno especial Família Brasileira. É bem verdade que a semana foi tomada pelo debate Luciano Huck vs Ferréz (violência urbana), CPMF e Renan Calheiros.

Uma das cartas, publicada no dia 14 e escrita por Mônica Bara Maia (BH/ MG), elogia o suplemento mas considera simplista, ou equivocada, a declaração de Jurandir Freire Costa (pg. 29) dizendo que o rechaço ao aborto “acena para uma maior sensibilidade à vida”. A leitora lembra que a Folha noticiou, em 8 de abril de 2007, levantamento do mesmo Datafolha mostrando que 55% dos brasileiros são favoráveis à pena de morte (com aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano passado), e cita que “ser a favor do direito da mulher decidir se interrompe ou não uma gravidez indesejada não está no registro da ‘sensibilidade à vida’, mas sim da sua dignidade e autonomia”.

Angela Freitas
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Edir Macedo em pauta

A “guerra” entre a TV Globo e a Rede Record foi matéria de capa da Veja na semana passada (ed. 2029 / ano 40/ n. 4010). O Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), detém 90% do capital da Rede Record, comprada por ele em 1989. Sua mulher detém os outros 10%. Hoje a Record ultrapassou o SBT (Silvio Santos) em todas as faixas de horário, para ocupar o segundo lugar em audiência nacional, com programação variada e um núcleo de produção de novelas (o Recnov) que conta com altos investimentos. O primeiro lugar, da Rede Globo, corresponde a três vezes mais pontos de ibope do que a Rede Record (média diária nas maiores capitais entre 7 da manhã e meia noite). A meta da Record é ultrapassar esta marca.

Com discursos afinados e tendo como alvo o monopólio nas comunicações, o presidente Lula e o bispo Edir Macedo estiveram juntos no dia 27 de setembro, na inauguração do Record News, primeiro canal inteiramente noticioso da TV aberta brasileira.

Com tiragem de 700 mil exemplares - segundo a Veja a maior tiragem que já se viu no mercado editorial brasileiro, foi lançado ontem “O Bispo - A História Revelada de Edir Macedo” (editora Larousse), biografia autorizada escrita por Douglas Tavolaro, diretor de jornalismo da Record, e por Christina Lemos, repórter da emissora.

A favor do aborto

Sem deixar de ser conservadora em questões de moral e comportamento, a Iurd vem se diferenciando das posições conservadores de outras igrejas evangélicas e da Igreja Católica. Logo após a recente visita do papa ao Brasil, a Rede Record colocou no ar um programa afirmando sua posição pró-aborto. A partir de então, o canal tem veiculado uma vinheta que fala dos direitos de escolha das mulheres, inclusive o direito de decidir por um aborto. Em entrevista à Veja, o bispo licenciado Honorilton Gonçalves, vice-presidente da Record, disse que esta foi uma orientação direta de Edir Macedo “que nos pediu que conscientizássemos a sociedade da importância da mulher poder decidir sobre seu próprio destino”. Segundo ele, a programação evangélica que vai ao ar nas madrugadas “atende seu propósito, que é mostrar que a Igreja Universal [4.748 templos e 9.660 pastores] tem a mente aberta. Está preparada para discutir qualquer assunto: aborto, planejamento familiar, adoção de crianças por homossexuais”.

A Iurd admite o aborto e o divórcio nos casos previstos em lei por considerar que são questões de foro íntimo. Segundo reportagem publicada neste sábado (13/10) na Folha de S. Paulo, parlamentares ligados à Iurd - hoje 7 deputados federais e 1 senador - defendem que o direito ao aborto seja estendido aos casos de comprovação de anencefalia do feto e são favoráveis ao planejamento familiar e aos métodos de contracepção. Macedo fala do tema abertamente e defende a legalização:

Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém, aí vão algumas das mais importantes: 1) Muitas mulheres têm perdido a vida em clínicas de fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte; 2) O que é menos doloroso: aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas? 3) A quem interessa uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém? 4) O que os que são contra o aborto têm feito pelas crianças abandonadas? 5) Por que a resistência ao planejamento familiar? Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada.

Em mais uma demonstração de que pretende se diferenciar por suas posições menos conservadoras do que a de seus pares, Macedo afirmou que não rejeitaria um filho homossexual “de forma alguma”. “Tentaria ajudá-lo da melhor forma possível. Porque, se Deus respeita a livre opção de vida da criatura humana, por que não o faria eu?”, disse.

Na mesma entrevista, concedida ao jornal Folha de S. Paulo, Macedo também defendeu o uso de embriões humanos pela medicina e rejeitou a dependência que a TV Record teria da Iurd, afirmando acreditar que a emissora sobreviva sem os recursos da Universal.

Angela Freitas


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Não feliz com o quanto a mídia apóia o aborto, o ministro quer agora horario gratuito para melhor promovê-lo...
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Temporão quer espaço na TV para a saúde
(17/10/2007)

Estado de São Paulo



O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu ontem que nas discussões sobre renovações das concessões de canais de TVs, as emissoras sejam obrigadas a abrir espaço gratuito em horário nobre para a divulgação de informações que o governo “considere relevante do ponto de vista da saúde pública”.

http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=1584

1 comment:

bebeto_maya said...

Essa matéria é absolutamente tendenciosa. Há uma tendência a se jogar no balaio dos ignorantes qualquer pessoa que crítique o homossexualismo, o aborto e qualquer outro movimento liberal. É extremamente manequeísta. Os comentários das "autoridades" ou são neutros, ou são tendenciosos demais. Sempre pendendo para a esquerda sexual:Aborto, sexo promíscuo e homossexualismo promíscuo (que significa não somente concordar com o homossexualismo, coisa que não me é estranha como também ter múltiplos parceiros). Em verdade sou favorável ao homossexualismo como opção sexual válida, porém sexualidade é íntima e da forma como os movimentos GLBT a expoem, parece uma grande pantonímia liberal.